A “Arte de Tocar Pedrinhas” de Arronches a Património Cultural de Portugal

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A Câmara de Arronches, no distrito de Portalegre, está a preparar uma candidatura ao Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial (INPCI) da “Arte de Tocar Pedrinhas”, foi divulgado nesta terça-feira.

Esta arte, uma prática musical tradicional regional, é executada pelos populares com recurso à recolha de pedras numa ribeira da região, originando um som único ao friccionar e bater duas pedras entre si.

Em comunicado, o Município de Arronches diz que está a “preparar activamente” a candidatura da “Arte de Tocar Pedrinhas”, tendo como objectivo “garantir o reconhecimento, a protecção e a valorização jurídica” de uma expressão cultural que constitui “um dos principais pilares” da identidade local.

“Transmitida de geração em geração como uma tradição musical e social única, a arte de tocar pedrinhas afirma-se como um património identitário exclusivo de Arronches, sem paralelo conhecido em qualquer outro ponto do território nacional”, lê-se no documento.

De acordo com a autarquia, o processo de candidatura encontra-se actualmente na “fase crucial” de recolha de documentação, obrigatória para a instrução do dossiê técnico.

“A autarquia está já a reunir testemunhos orais, dados históricos, fotografias e conteúdos audiovisuais junto dos praticantes seniores e de associações locais”, acrescenta.

Para enriquecer esta base de dados e solidificar o processo, o Município de Arronches desafia a população a “participar activamente” através da partilha de fotografias antigas, histórias vividas ou outros elementos ligados a esta tradição.

“Esta classificação trará vantagens significativas para o concelho de Arronches, conferindo-lhe um selo de qualidade etnográfica que diferencia o território, atrai turismo cultural e garante o reconhecimento”, segundo o comunicado.

A Câmara de Arronches considera ainda que a classificação “abrirá portas” ao financiamento público e a fundos comunitários exclusivos, “cujas verbas serão fundamentais” para assegurar a sustentabilidade da prática, apoiar a investigação contínua e viabilizar formação para os mais novos.

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