Portugal fecha esta quarta-feira, em Leiria, frente à selecção da Nigéria, a última etapa de preparação para o Mundial 2026, iniciando de imediato a fase mais decisiva, com a viagem para os Estados Unidos já em modo de concentração total no jogo de estreia, ante a República Democrática do Congo, dia 17 (18h, SIC).
Antes, nesta terça-feira, o seleccionador nacional, Roberto Martínez, garantiu, em conferência de imprensa de antevisão do encontro particular com a Nigéria, agendado para as 20h45, em Leiria, que terá neste teste as mesmas preocupações que nortearam o jogo com o Chile, rejeitando a ideia de um ensaio geral no sentido de colocar em campo a equipa tipo para o primeiro jogo da fase de grupos do Mundial.
“O foco continua a ser o aspecto individual: recuperar, dar minutos a quem precisa e preparar para o Mundial. Esse é o primeiro objectivo”, assumiu Roberto Martínez, sem abdicar da ambição de ganhar.
“Com o Chile fizemos uma primeira parte de controlo total… e conseguimos um bom resultado. Mas há aspectos a melhorar. Neste jogo, temos a oportunidade de trabalhar esses aspectos frente a uma selecção que tem algumas semelhanças com a do Congo, mesmo sendo equipas diferentes”, projecta Martínez.
“É um adversário exigente, um teste para preparar o nosso grupo”, vinca Martínez, lembrando que “a força de Portugal é o compromisso” e a responsabilidade do seleccionador passa por “preparar os jogadores de forma a poderem usar o talento e ajudar a equipa a ganhar”, explicou, reforçando que a ideia base é proporcionar minutos a todos os jogadores, gerindo os mais desgastados e rodando os mais “frescos”.
Roberto Martínez elogiou o exemplo diário dado pelo “capitão” Cristiano Ronaldo, assumiu gostar de desafios e estar pronto para fazer o que nunca foi feito, estando disposto a tornar-se no primeiro seleccionador estrangeiro a sagrar-se campeão do mundo por uma selecção de um país diferente e terminou com uma garantia.
“Temos tudo o que precisamos para os três jogos da fase de grupos. E podemos controlar a atitude, o talento e mostrar a mesma personalidade da Liga das Nações”, concluiu, evitando comentar as polémicas em torno da organização do torneio, lembrando que sempre houve e haverá questões políticas na maior competição do mundo, a que a selecção de Portugal fechará as portas para poder trabalhar sem ruído.
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