Política toma conta de Roland Garros enquanto se aguarda coroação de Sinner

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Conversas e debates deverão dominar a primeira das duas semanas do Torneio de Roland Garros, cujo quadro principal começa a disputar-se neste domingo. As reivindicações dos tenistas profissionais, encabeçadas pelos principais nomes da modalidade ainda em actividade, irão manter-se na ordem do dia e até o antigo top 5, Tim Henman, virá a Paris em representação do All England Club, para reunir com os jogadores e evitar que se repita o boicote de 1973 ao Torneio de Wimbledon. A ameaça ficou bem patente na sexta-feira, no Media Day, quando, em protesto, as estrelas presentes em Roland Garros reduziram a 15 minutos o tempo destinado a falarem com a comunicação social.

Ficou confirmado que a contestação não irá parar enquanto os prémios monetários dos torneios do Grand Slam não corresponderem a 22% do total das receitas, apesar desta edição do Torneio de Roland Garros ter aumentado o prize money em cerca de 9,5%, em relação a 2025. E nem as outras melhorias anunciadas amenizaram as intenções dos jogadores.

Ao contrário do que aconteceu no Open da Austrália, onde foram divulgadas imagens dos bastidores invadindo a privacidade dos tenistas, não haverá câmaras em zonas restritas aos jogadores, protegendo a sua intimidade e momentos de frustração. O Torneio de Roland Garros anunciou ainda dois novos campos de terra batida cobertos para garantir treinos em dias de chuva, melhores áreas de recuperação e será o primeiro major a testar dispositivos conectados para recolha de dados fisiológicos em directo durante os encontros (wearables), que tinham sido banidos na Austrália.

O torneio francês irá manter a tradição, confiando nos juízes-de-linha em detrimento da arbitragem electrónica total, e terá cerimónias especiais de homenagem a figuras icónicas da modalidade que se retiraram do circuito, como Caroline Garcia, ou em vias da reforma, como Gael Monfils e Stan Wawrinka (campeão em 2015).

Contudo, a ausência de Carlos Alcaraz será um duro golpe para os fãs, que esperavam assistir a mais um episódio da rivalidade com Jannik Sinner, líder do ranking mundial. A recuperação da lesão no pulso do campeão das duas últimas edições é a prioridade para o espanhol – que já anunciou a falta de comparência em Wimbledon. Assim, Sinner é o principal favorito a erguer a Taça dos Mosqueteiros, estatuto reforçado há duas semanas quando triunfou em Roma e se tornou no segundo tenista a conquistar todos os Masters 1000 do circuito.

Já Novak Djokovic foi presenteado com um bolo de aniversário pelos seus 39 anos, completados na sexta-feira, mas poucos acreditam que o tricampeão de Roland Garros tenha a confiança e a rodagem necessária para alcançar um 25.º título do Grand Slam. O sérvio estreia-se na sessão nocturna do primeiro dia, frente ao francês Giovanni Mpetshi Perricard (80.º).

Borges reencontra Etcheverry

Também neste domingo, Nuno Borges (50.º) reencontra o argentino Tomas Etcheverry (25.º), no segundo encontro do Court 13. Recorde-se que, há cinco semanas, Borges derrotou o cabeça-de-série n.º23 em Barcelona, terminando o encontro com um ás, concretizado com um serviço por baixo.

“Sinto-me bem, sinto que estou a jogar muito bem e o meu corpo tem ajudado a manter esta forma. Os resultados não têm sido incríveis, estão aquém e eu gostava de mais. Os Grand Slams são sempre os momentos altos da temporada e estou preparado. Tenho uma primeira ronda dura, diante de um adversário difícil, na superfície em que ele está mais confortável. Ele é muito regular, não faz nada de muito rebuscado, é sólido dos dois lados e bom fisicamente”, declarou Borges ao site Bola Amarela.

Borges terá a companhia no quadro de singulares de Jaime Faria (117.º), que ultrapassou brilhantemente a fase de qualificação, derrotando, sucessivamente, Grigor Dimitrov (ex-3.º e actual 170.º), Colton Smith (186.º) e Lukas Neumayer (188.º). Na segunda tentativa de vencer no quadro final de Roland Garros, Faria vai defrontar o canadiano Denis Shapovalov (ex-10.º e actual 37.º).

No qualifying actuaram também Frederico Silva (238.º), eliminado na ronda inicial, Henrique Rocha (120.º), Francisca Jorge (205.ª) e Matilde Jorge (251.ª), derrotados na segunda eliminatória.

Na competição feminina, a indiscutível líder Aryna Sabalenka deverá ter um pouco mais de concorrência ao título em comparação com os torneios realizados em hardcourts. As campeãs Coco Gauff (2025) e Iga Swiatek (2020, 2022, 2023 e 2024) lideram uma lista de adversárias, onde constam também Elena Rybakina, Elina Svitolina, Mirra Andreeva e Karolina Muchova.

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