O Hezbollah atacou o Norte de Israel e Israel atacou a periferia a sul de Beirute, apesar dos avisos de Donald Trump para que não o fizesse. O Irão lançou mísseis sobre uma base aérea e o centro de pesquisa nuclear israelita. E Israel retaliou.
Há dois meses que Irão e Israel não se atacavam mutuamente. O primeiro anunciou a suspensão dos bombardeamentos e avisou que voltaria atrás se o segundo atacasse ou fizesse o mesmo no Sul do Líbano. Israel prometeu retaliar caso fosse atacado.
Donald Trump, por seu lado, continua a prometer que um acordo final para pôr fim à guerra está próximo. Mas nenhuma das suas promessas se tem concretizado.
Benjamin Netanyahu procura autonomia face a Trump. A sua recusa em não atender o desejo de Trump e a revelação de que os israelitas estão a espionar os norte-americanos em negociações com Teerão vão ter consequências diplomáticas entre os dois países?
Pedro Ponte e Sousa, professor de Relações Internacionais da Universidade Portucalense e investigador do IPRI, considera que não. O nosso convidado de hoje defende que os EUA estão a perder poder e influência na região e que os países do Golfo “vão ter de encontrar” uma forma de “reduzir as tensões” com o Irão.
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