Um vencedor surpreendente, uma queda, protestos do camisola rosa e redefinição do tempo de chegada. A 15.ª etapa da Volta a Itália coroou, pela primeira vez na história da prova, a equipa norueguesa Uno-X e, em particular, Fredrik Dversnes, que capitalizou em Milão uma fuga que frustrou os sprinters.
A tirada que antecede o derradeiro dia de descanso da actual edição do Giro tinha um percurso talhado para uma chegada ao sprint. Foram 157km entre Voghera e Milão, com um circuito citadino (quatro voltas) a fechar as contas de um dia que poderia ser uma boa oportunidade para ciclistas explosivos como Jonathan Milan (Lidl-Trek), Dylan Groenewegen (Unibet) ou Paul Magnier (Soudal).
Foi com essa perspectiva, a de colocar os seus candidatos na melhor posição possível para o sprint decisivo, que trabalharam as respectivas equipas, obrigadas a trabalho extra por força de uma fuga madrugadora, de quatro elementos, que depressa cavou uma diferença de três minutos face ao pelotão.
Após 91km, cruzava-se a meta pela primeira vez em Milão, já com a vantagem obtida por Dversnes, Martin Marcellusi (Bardiani), Mattia Bais e Mirco Maestri (Polti VisitMalta) reduzida a dois minutos. O quarteto resistia na frente, porém, mesmo quando Paul Magnier tentou liderar uma aproximação, ou quando Enric Mas (Movistar) se envolveu numa pequena queda.
Foi o mote, juntamente com a localização de algumas bandeiras no circuito, para o camisola rosa, Jonas Vingegaard (Visma), abordar a organização e dar voz a alguns protestos. Resultado? A comissão da prova determinou que o tempo da classificação geral passava a contar na penúltima passagem pela linha da meta, o que significa que, nos 16km restantes, quem não estava a lutar pelo triunfo na etapa pôde poupar-se a um final frenético.
Lá na frente, a concluir uma tirada especialmente rápida, Dversnes, de 29 anos, impôs-se em 3h03min18s aos italianos Mirco Maestri e Martin Marcellusi, que fecharam o pódio com o mesmo tempo do norueguês – e o mesmo aconteceu com Bais, que foi quarto classificado.
“Tive uma enorme ajuda dos meus colegas na fuga, os italianos da Bardiani e da Polti foram muito fortes. Sabia que tinha uma oportunidade porque sou bom a envolver-me nas fugas, por isso, era a minha grande ocasião”, resumiu Dversnes, assumindo que começou a acreditar no triunfo a 5 quilómetros do fim. Como se não bastasse, ainda conseguiu oferecer à Uno-X uma vitória na primeira participação de sempre no Giro. “É fabuloso, é um sentimento espantoso”.
Mais atrás (61.º), Vingegaard cortou a meta a 57 segundos, o mesmo tempo registado por Afonso Eulálio (Bahrain) e pelo austríaco Felix Gall (CMA CGM), mantendo-se posições e distâncias no topo da classificação geral. O dinamarquês mantém 2min26s de margem face ao português e 2min50s em relação a Gall.
Na segunda-feira, o pelotão do Giro beneficia do terceiro e último dia de descanso, antes de disputar a 16.ª etapa, na terça-feira, entre Bellinzona e Carì, nos Alpes suíços. Um tirada de 113 quilómetros, com a chegada a coincidir com uma contagem de montanha de primeira categoria.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com








