1984 está mais próximo

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O uso crescente da inteligência artificial (IA) em aplicações de segurança interna e em conflitos entre Estados soberanos tem o potencial para vir a constituir uma das questões éticas mais profundas e complexas que teremos de encarar nas próximas décadas. Sistemas de análise de dados em larga escala, visão por computador, métodos para processamento de língua natural e modelos preditivos permitem hoje monitorizar populações com um grau de granularidade e eficácia que seria impensável há apenas duas décadas. Em regimes autoritários, estas ferramentas têm sido amplamente utilizadas para identificar dissidentes, mapear redes de contactos e antecipar comportamentos considerados perigosos. Mas mesmo em democracias estabelecidas a tentação de recorrer a tecnologias de vigilância para fins de segurança interna levanta dilemas complexos quanto à proporcionalidade, à transparência e ao escrutínio judicial.

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