Sporting quis poupar energias e foi forçado a horas extraordinárias na Taça

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Entre Sporting e AFS há todo um mundo de diferenças – uma é bicampeã e top 8 da Liga dos Campeões, a outra tem cinco pontos em 20 jogos na I Liga. Mas esse mundo foi bem pequenino nesta quinta-feira, em Alvalade, no triunfo do Sporting por 3-2, após prolongamento, que deu acesso aos “leões” às meias-finais da Taça de Portugal e a mais dois jogos com o FC Porto, o seu próximo adversário no campeonato. Os “leões” quiseram poupar nos recursos e descansar em campo, mas foram obrigados a horas-extra porque os avenses quiseram sair de Alvalade de cabeça erguida.

Já era esperado que Rui Borges desse tempo de jogo a jogadores menos utilizados, como Virgínia, Kochoraschvili, Bragança ou Luís Guilherme. E o técnico “leonino” também cumpriu a promessa de devolver o capitão Hjulmand ao “onze”, ele que foi excluído do último jogo por motivos não muito bem explicados.

Foram de Luís Guilherme as melhores iniciativas ofensivas do Sporting nos primeiros minutos, a provar que o flanco direito é o melhor para um canhoto como ele. O AFS, tentando não se desfazer ao primeiro embate, também tentou a sua sorte.

Só perto da meia-hora é que os “leões” começaram a acelerar um pouco mais em busca do primeiro golo. Foi Luís Guilherme a inaugurar o marcador aos 29’, a concluir um ataque rápido que envolveu Hjulmand e Bragança. Era o desenvolvimento natural do jogo e o Sporting até podia ter ido para o intervalo a ganhar por mais.

A segunda parte iniciou praticamente com o 2-0, aos 49’. Mangas investiu pela esquerda e deu para Suárez que, tal como tinha feito frente ao Nacional, respondeu com um toque de calcanhar – a bola ainda bateu em Paulo Vítor e entrou. Tudo fácil para o “leão”, que se desligou do jogo logo a seguir.

E o AFS aproveitou para tentar resgatar a sua dignidade. Aos 60’, Algobia recebeu uma bola à entrada da área, mas Hjulmand desviou a trajectória do remate com o braço. Penálti indiscutível convertido por Pedro Lima e diferença mínima no marcador a dar alguma incerteza no resultado para a meia-hora final.

Alvalade só voltou a animar quando entrou para o relvado Nuno Santos, após 14 meses de ausência. Mas ainda havia um jogo para jogar e a formação avense era a única que ainda sabia disso. Em mais uma acção na área “leonina”, Vagiannidis derrubou Perea e o árbitro André Narciso, após ver as imagens, marcou mais um penálti. Desta vez, foi Nené, veterano avançado de 41 anos, a avançar e a converter para o 2-2.

Tudo empatado e tudo a sugerir um inesperado prolongamento, mas ainda havia mais 11 minutos de compensação para jogar. E, a meio deste período, num lance aparatoso entre Suárez e Antoine Baroan, o avançado francês do AFS ficou estendido no relvado – de imediato colegas e adversários pediram a intervenção médica para acudir ao francês que acabara de sofrer o que pareceu ser uma fractura da perna direita.

Os avenses, já sem substituições para fazer iriam jogar o que restava da compensação com dez – resistiram até ao prolongamento, onde já podia ficar com 11 outra vez. Depois de 105 minutos, mais 30. A meio da primeira parte do prolongamento, Suárez meteu a bola na baliza, mas o golo não valeu por seis centímetros.

Já com vários dos titulares em campo (Pedro Gonçalves, Maxi, Simões, Geny), o Sporting foi tentando fazer o seu melhor para evitar a incerteza dos penáltis. O AFS abdicou de atacar e Bertelli fez o que podia para fechar a sua baliza. Só não parou o remate imparável de Geny que deu o triunfo já nos últimos minutos.

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