Mais dias de chuva obrigam a manter população em alerta para inundações e derrocadas

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Com cursos de água e solos já saturados, o território continental enfrentará mais dias de chuva e vento fortes e agitação marítima, pelo menos até quarta-feira, 11 de Fevereiro, pelo que a Protecção Civil voltou a alertar para risco de inundações. Cerca de 45 mil clientes estão sem fornecimento de energia eléctrica há mais de uma semana, a maioria (27 mil) em Leiria.

“Os nossos rios já estão no limite da capacidade, portanto, é natural que com esta precipitação haja novamente um aumento da gravidade das inundações um pouco por todo o país, nomeadamente no Norte e Centro”, afirmou, em conferência de imprensa, o comandante nacional de Emergência e Protecção Civil.

“Esta condição meteorológica, que irá manter-se previsivelmente até quarta-feira, terá um impacto significativo nas nossas albufeiras, que já estão saturadas”, sublinhou Mário Silvestre, renovando o “apelo a todos para extremo cuidado”. “A chuva em si não terá grande impacto, mas aquilo que a chuva vai provocar nos diversos leitos de água será um problema significativo e poderá ser um risco para a população.”

A Protecção Civil mantém os alertas para “risco significativo de inundações” nas bacias dos rios Mondego, Tejo, Sorraia e Sado. No caso do Tejo, o plano especial de cheias “continua no seu nível máximo”. Com menor risco, mas ainda sinalizados, ficam o Vouga, Cávado, Ave, Lima, Douro, Águeda, Tâmega, Lis e Guadiana.

Em Rio Maior, distrito de Santarém, um “deslizamento de cunhas numa estrada, na zona de Fonte Longa, provocou uma situação muito grave” com o abatimento da via a “pôr várias casas em risco” e a obrigar à retirada de três famílias. No total, são 11 os deslocados agora alojados em casa de familiares, adiantou o presidente da Câmara Municipal, em declarações à Lusa, no dia em que o concelho recebeu uma visita do ministro das Infra-estruturas, Miguel Pinto Luz.

O número de desalojados na região Oeste é de 79, depois de muitos terem saído de casa, primeiro por precaução, e terem depois ficado com as suas habitações destruídas por deslizamentos de terras. Desses, 48 são de Arruda dos Vinhos, tendo oito ficado com “danos estruturais na habitação”. Sucessivos deslizamentos de terras tornaram intransitáveis os principais acessos ao concelho do distrito de Lisboa, onde agora só é possível chegar através da EM 248-3, por Alverca (Vila Franca de Xira).

No Algarve, a instabilidade do solo devido às chuvas das últimas semanas provocou esta segunda-feira um ferido ligeiro. Segundo avançou o Correio da Manhã, a vítima é um homem de 68 anos, que estava a caminhar numa zona de acesso à praia da Senhora da Rocha, em Lagoa, quando o piso abateu. A Polícia Marítima isolou o local e algumas zonas próximas por precaução.

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