Protecção Civil: “mantenham-se muito atentos”, mau tempo continua a provocar inundações e derrocadas

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No habitual briefing à comunicação social, esta terça-feira, o comandante nacional da Protecção Civil alertou que há risco de cheias significativas nos rios Mondego, Tejo, Vouga, Sado, Águeda e Sorraia. Os rios Tâmega, Minho, Coura, Lima, Ave, Cávado, Douro, Sousa, Lis, Nabão e Guadiana também podem sofrer inundações, embora com menor gravidade expectável.

A chuva que se prevê até ao fim-de-semana pode piorar uma situação que já não é famosa, disse Mário Silvestre. “Numa situação normal, em que o país não estivesse sob o stress com que tem estado até agora, seria um episódio normal de Inverno. No entanto, não o é, nomeadamente por causa do impacto que a precipitação tem nos cursos de água já de si bastante saturados”, explicou. Há zonas que já recuperaram das anteriores cheias que podem sofrer novamente com elas. “Mantenham-se muito atentos”, pediu.

Em mais um dia de chuva persistente, sobretudo no Centro e Norte do país, ainda há milhares de pessoas sem electricidade e sem telecomunicações.

Num balanço feito pela E-Redes, a empresa que garante o fornecimento de energia eléctrica, às 8h desta terça-feira havia um total de 41 mil clientes sem luz, dos quais 35 mil em resultado de avarias associadas à depressão Kristin. O distrito de Leiria, que foi o mais afectado pela passagem daquela tempestade, que derrubou postes de alta tensão e danificou subestações, era onde se concentrava a maioria dos afectados: 26 mil. Seguiam-se Castelo Branco (2000) e Coimbra (1000).

Cada cliente da E-Redes corresponde a um contador de electricidade, instalado em casas, empresas e lojas, pelo que o número concreto de pessoas afectadas pode ser superior.

Condicionados pela falta de energia eléctrica, os trabalhos de reposição das telecomunicações prosseguem lentamente. A Nos informou na manhã desta terça-feira que o serviço móvel está recuperado a 94% e o serviço fixo a 92%. A operadora disse à agência Lusa que “falhas persistentes de energia, dificuldades de acesso às zonas mais destruídas, exigências de segurança e condições meteorológicas adversas” são factores que estão a atrasar o restabelecimento total dos serviços.

Enquanto a recuperação vai dando os seus passos, a chuva não dá tréguas e mantêm-se os riscos de derrocadas, deslizamento de terras, transbordo de rios e inundações.

Pelo menos três estradas no concelho de Caminha estão cortadas devido ao transbordo do rio Coura: a N301 entre Venade e Argela e a ponte de Vilar de Mouros, a N13 junto à Cruz Velha e a estrada das Faias. O mesmo acontece com várias estradas municipais de Ponte de Lima por causa do transbordo de vários rios pequenos que são afluentes do Lima – este ainda não galgou as margens.

Mais a Sul, no distrito de Aveiro, há pelo menos 28 estradas cortadas ou condicionadas, a maioria em Águeda, onde o rio Águeda transbordou. Nos concelhos de Estarreja, Murtosa, Albergaria-a-Velha, Ovar, Aveiro e Anadia também se verificam cortes esporádicos ou duradouros.

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