Mau tempo: homem que caiu quando ia reparar telhado em Pombal morreu no hospital

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Um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de Janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, morreu na terça-feira, num hospital de Coimbra, disse esta quarta-feira fonte da funerária.

Com esta vítima, aumenta para 16 o número de pessoas que morreram em Portugal desde 28 de Janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

Paulo Lourenço, da Funerária Lourenço, de Pombal, distrito de Leiria, explicou que o homem, residente na localidade de Jagardo, freguesia da Redinha, “ia arranjar o telhado da casa de uma familiar, na manhã de dia 28 de Janeiro, e caiu”.

“Morreu na terça-feira nos HUC [Hospitais da Universidade de Coimbra] e o funeral será na sexta-feira”, adiantou Paulo Lourenço.

O presidente da Junta de Freguesia da Redinha, Eduardo Cacho, acrescentou que, de acordo com as informações que obteve, “a vítima subiu uma escada para ir reparar o telhado e caiu da escada”.

Após a passagem da tempestade, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) reforçou a necessidade de redobrar cuidados nos trabalhos em altura, que têm estado a decorrer em várias regiões para reparação de telhados danificados, tendo provocado várias mortes.

“Reiteramos ainda a necessidade de continuar com todos os cuidados possíveis e imagináveis nos trabalhos em altura que decorrem um pouco por todo o lado na reparação dos telhados”, afirmou recentemente o comandante nacional Mário Silvestre.

Outro ponto crítico destacado pelo comandante foi o uso de geradores domésticos, frequentemente accionados em situações de falha de energia, alertando para o perigo de os manter dentro das habitações. “Para quem ainda tiver que fazer o uso de geradores nas suas casas, [é importante] colocarem os geradores fora das casas, porque são motores movidos a gasolina a grande parte das vezes. Os fumos de escape emitidos por esses geradores podem causar a morte como, infelizmente, também já aconteceu”, lembrou.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias foram algumas das principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afectadas.

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