O turismo acolhe

0
2

Como relaxar

Quando é preciso apoiar, o turismo acolhe. É com esta bela ideia que o Turismo de Portugal se faz à estrada e convida/desafia os empreendimentos turísticos e unidades de alojamento local a abrirem as portas a quem ficou sem casa ou foi para o terreno ajudar na reconstrução. O programa de “alojamento temporário, seguro e digno” conta já com perto de três dezenas de “abrigos” e cá estamos nós a espalhar a palavra para amealhar mais uns quantos.

Noutro cenário mais favorável, dir-lhe-íamos que Fevereiro é um bom mês para passar menos tempo em frente aos ecrãs e contrariar o problema global da hiperconexão e hiperdigitalização –  veja-se o manifesto do Off February –, mas a verdade é que no momento de calamidade que Portugal vive, as redes sociais têm um papel importante como elo de ligação e informação, por isso aqui fica a nota, para memória futura e usufruto em melhor altura.

Apontemos também os olhos às férias de Verão, eterno bálsamo, e ao programa que a Wildputos desenhou para levar os miúdos a “experimentar a liberdade” da serra no Parque Nacional Peneda-Gerês.

Por onde andar

Partilhamos também umas dicas sobre o Carnaval (possível) que aí vem: entre Entrudos cancelados, adiados ou ajustados por causa do temporal, quem quiser vestir o fato de folião e dançar para os males espantar pode seguir estas coordenadas (a “verificar antes de ir”, não vá São Pedro tecê-las).

A alinhavar o cartaz cultural estão uma exposição que celebra os 150 anos de Zé Povinho, outra sobre Habitar Portugal e outra que dá a conhecer A Marginália de Amadeo de Souza-Cardoso, bem como um jantar teatral com Whisky & Chips, uma ópera do dia-a-dia e mais um punhado de Palcos da semana.

Fora de portas, temos as maravilhas de um Camboja a balançar “entre o mundo terreno e o universo dos deuses”, uma aventura de Guimarães a San Sebastián num velho carro, “entre tremeliques, suspiros e outros achaques”, e um Museu do Fracasso Pessoal onde se exibe tudo o que simboliza derrota.

O que comer

O cliente tem sempre razão? Não é bem assim, palavra de chef. O tema foi à mesa do congresso de gastronomia Madrid Fusión e deu azo a debates no palco e a conversas de bastidores. Resumindo: entre quem tem o controlo e quem define o rumo da degustação, importa partilhar, gerar diálogo e manter-se atento às tendências, de um lado e do outro.

A fazer honras com “o luxo de escutar o cliente” está o JNcQUOI Table, fine dining de apenas dez lugares que “troca cerimónia por proximidade”. O Clann de Pedro Larcher de Resende em Grândola e o ViseVersa do hotel Hyatt Regency e a comida de intervenção da Casa Capitão, ambos em Lisboa, são outras das apostas no mapa.

Finalizamos a ementa com um estudo sobre A vida à volta da mesa, assunto caro ao bom português.

O que beber

Uma chávena de café por dia “pode ajudar a proteger o cérebro”. É esta a conclusão de um novo estudo que junta o consumo de café ou chá à lista de hábitos associados a um menor risco de demência, onde figuram o exercício físico, a dieta saudável e o sono adequado.

Um Castelão “amigável e adorável“, as cartas premiadas pela Star Wine List (com portugueses no palmarés) e Os Melhores de 2025 elencados pela Revista de Vinhos completam o beberete.

O que ver

Bad Bunny. Com duas palavritas apenas (e uma camisola da Zara) se fez história e revolução no Super Bowl e o buzz da semana. Neste que é considerado o maior evento desportivo dos Estados Unidos, montra global vista por milhões de pessoas, brilhou o artista, a sua homenagem a Porto Rico e uma mensagem certeira: “A única coisa mais poderosa do que o ódio é o amor”.

Aos cinemas chegam, entre outros títulos, Sem Alternativa do sul-coreano Park Chan-wook e O Monte dos Vendavais, adaptação do romance de Emily Brontë por Emerald Fennell.

No pequeno ecrã há The Muppet Show, uma viagem ao tempo dos Marretas.

O que ler

Com 120 anos de existência, a Livraria Lello (Porto) foi reclassificada como Monumento Nacional. É uma boa desculpa para ir visitar o espaço e atestar ao vivo os créditos de “livraria mais bonita do mundo”.

Nas sugestões de leitura deixamos Cais do Sodré – Das Tavernas de Marinheiros à Revolução Jamaica e Tokyo, onde João Macdonald conta como se construiu a identidade do bairro; Compromisso de Long Island, romance da jornalista Taffy Brodesser-Akner; e Como Animais, de Violaine Bérot, um “pequeno e potente livro” sobre outras formas de vida e relações com o mundo.

As Crianças Não Se Constipam por Andarem Descalças, livro da pediatra Mónica Cró Braz que mergulha nos mitos sobre a saúde das crianças, e Um Amigo de Presente, o manifesto de Victor D. O. Santos sobre imigração e integração, são outras das linhas a desfiar.

Relaxe também por aqui

  • O ChatGPT está a mudar a forma como fazemos perguntas estúpidas

  • Cénica Porto Hotel: um refúgio teatral no coração da cidade com assinatura Hilton

  • O Club Som de Cristal foi feito para dançar “enquanto o mundo lá fora vai ficando pior”

  • Mara Mures, quase dois anos a pedalar de Portugal a Timor: “O desafio dá-me vida”

  • Gruta de Vale Telheiro, em Loulé, classificada oficialmente como Monumento Natural Local

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com