Cheias: Coimbra prepara retirada de 9 mil pessoas e fecha escolas esta sexta-feira

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A presidente da Câmara de Coimbra afirmou esta quinta-feira que há a possibilidade de, na manhã de sexta-feira, ocorrer uma cheia centenária na bacia do Mondego, que poderá impactar a Baixa da cidade.

“Depois de uma reunião com a APA [Agência Portuguesa do Ambiente] e com a Autoridade Nacional de Emergência da Protecção Civil, teme-se a possibilidade de uma cheia centenária em Coimbra”, disse Ana Abrunhosa, numa conferência de imprensa realizada nesta quinta-feira na Casa Municipal da Protecção Civil.

De acordo com a autarca, prevê-se um pico de cheia entre as 8h e as 9h, com novo pico às 15h, havendo o risco de inundações na Baixa e noutros pontos do centro urbano do concelho: “Está a chover muito nas regiões que canalizam a água para a [barragem da] Aguieira. O caudal do rio Ceira está a aumentar e, no açude-ponte [em Coimbra], a linha vermelha são os dois mil [metros cúbicos por segundo]. Há a probabilidade de atingirmos 2500 a 3000 [metros cúbicos por segundo] e, quando se atingirem esses valores, vamos ter água que começa a recuar e a espraiar”, atingindo a zona urbana do concelho.

Face a estas previsões, a autarquia está a preparar a retirada de mais nove mil pessoas, sobretudo na zona urbana. Depois de já ter avançado com avisos de retiradas preventivas nos últimos dias, de cerca de 3500 pessoas em zonas mais rurais do concelho, o município prepara-se para a retirada de populações concentradas na malha urbana, que poderá vir a sofrer inundações, afirmou a autarca na conferência de imprensa.

Caso o cenário de cheia centenária se confirme na manhã de sexta-feira, será necessário retirar pessoas de zonas urbanas, como é o caso da Baixa e do Rossio de Santa Clara. Já durante esta noite, o município irá começar a retirada preventiva de pessoas acamadas e sem-abrigo que estejam nas zonas que estão potencialmente em risco, acrescentou.

A autarquia decidiu também fechar todas as escolas na sexta-feira. “Amanhã [sexta-feira] não haverá aulas. O nosso director de educação já comunicou. Ninguém entenderia o risco de trazer os filhos às escolas”, disse Ana Abrunhosa apelando às empresas que, se possível, possam adoptar um sistema de teletrabalho, na sequência da “possibilidade de uma cheia centenária em Coimbra”.

Numa informação enviada a todos os encarregados de educação, pode também ler-se que “na sequência da informação actualizada emitida pelos Serviços Municipais de Protecção Civil e face às previsões de agravamento das condições meteorológicas, com ocorrência de cheias, inundações e risco de derrocadas, informa-se que, por razões de prevenção e salvaguarda da segurança da população, foi determinado o encerramento de todos os estabelecimentos de educação e ensino do concelho”.

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