Protecção Civil alerta para cheias “rápidas” e perigo de derrocada

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Com grande parte dos rios em situação de alerta, devido a caudais elevados, a Protecção Civil alerta para o risco de “subida rápida das águas” nas últimas horas desta quinta-feira e durante sexta-feira, situação que pode levar a novas evacuações preventivas em zonas ribeirinhas inundáveis. Movimentos de massa e derrocadas têm feito desalojados, destruído infra-estruturas, e são também motivo de alerta.

Em conferência de imprensa dedicada ao balanço da situação do mau tempo em Portugal continental, pelas 19h desta quinta-feira, Mário Silvestre, comandante nacional da Protecção Civil, alerta especificamente para o risco de cheias na Baixa da cidade de Coimbra, devido à possibilidade de descargas significativas na barragem da Aguieira, apelando a que as populações tomem “todas as medidas necessárias” e se preparem para a eventual necessidade de evacuar preventivamente zonas inundáveis.

Mais tarde, pelas 21h desta quinta-feira, a presidente da Câmara de Coimbra afirmou que há “a possibilidade de uma cheia centenária em Coimbra”, depois de ter estado reunida com a Agência Portuguesa do Ambiente e com a Protecção Civil. De acordo com a autarca, prevê-se um pico de cheia entre as 8h e as 9h de sexta-feira, com novo pico às 15h, havendo o risco de inundações na Baixa e noutros pontos do centro urbano do concelho.

Quanto ao perigo de cheias rápidas, Mário Silvestre refere a “tendência das pessoas” para retomarem as suas rotinas quando “a água retorna ao leito”, dando a entender que tal pode não ser seguro e estas devem manter-se “vigilantes”, uma vez que estes rios “normalmente têm subidas bastante rápidas”.

O Plano Especial de Emergência para Cheias na Bacia do Tejo “mantém-se em estado vermelho”, em parte devido a descargas de barragens espanholas, como a de Cedillo, registando o Tejo um caudal de aproximadamente seis mil metros cúbicos por segundo. Consequentemente, as zonas baixas da Lezíria do Tejo podem vir a ser inundadas durante a noite, avança a Protecção Civil.

“A previsão que temos é de que se mantenham estes caudais. E, portanto, alertamos as povoações ribeirinhas destas zonas para que tenham todo o cuidado, e que, mais uma vez, estejam preparadas para eventualmente terem que abandonar as suas casas por prevenção”, adianta.

A situação no rio Tejo poderá ter um impacto significativo no rio Sorraia, sendo que as zonas de Coruche e Benavente poderão também sofrer inundações. Estão também em risco de inundação os rios Minho, Coura, Lima, Cávado, Ave, Douro, Tâmega, Sousa, Lis, Nabão e Guadiana, informa a Protecção Civil.

Deslizamento de terras e derrocadas

O deslizamento de terras, provocado pela infiltração de água no solo, o “colapso de muros, taludes, rodoviários e encostas com potenciais interrupções de vias e isolamento de localidades”, são também preocupações da Protecção Civil. Em termos de desalojados, o impacto mais significativo “tem a ver com os movimentos de massa que, um pouco por todo o lado, estão a comprometer quer infra-estruturas, quer a rede viária e também a rede ferroviária em algumas zonas”, acrescentou o comandante.

O risco de deslizamento de terras e “derrocadas” não diminuirá com o eventual alívio da precipitação e “irá manter-se durante os próximos dias porque existe uma saturação muito grande nos solos”, nota,

O responsável da Protecção Civil sublinha ainda que, nas estradas, “o piso rodoviário estará extremamente escorregadio”, com formação de lençóis de água, e possivelmente obstruído pelo arrastamento de objectos para a via. “A visibilidade será reduzida”, com previsão de nevoeiro, neblinas e chuva.

Mantêm-se activos 12 planos de emergência distritais, 124 planos municipais e 15 situações de alerta emitidas pelos municípios. Registaram-se, até às 19h desta quinta-feira, 16.623 ocorrências, sobretudo quedas de árvores e inundações, que envolveram 56.703 operacionais e 23.124 meios, avança a Protecção Civil.

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