Depois de semanas marcadas por destruição, cheias e um país em estado de calamidade, a meteorologia dá finalmente sinais de tréguas. A previsão do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) para o fim-de-semana de Carnaval aponta para uma melhoria gradual do tempo, com sol, vento a diminuir e até um “cheirinho a Primavera” em grande parte do território. No entanto, o Norte continuará a ser a excepção: a chuva regressa já no domingo e prolonga-se nos dias seguintes, mas com menos frequência e intensidade.
A meteorologista de serviço do IPMA, Paula Leitão, descreve um cenário mais animador, embora ainda longe de uma estabilidade plena. “Esta sexta-feira temos aguaceiros, ocasionalmente com trovoada e granizo, mas vão diminuindo de frequência ao longo do dia”, explica. A noite ainda trará neve acima dos 800 metros, mas sem acumulações significativas.
Manuel Breva Colmeiro/GettyImages
O primeiro dia de alívio e domingo com sol e chuva
O sábado será o primeiro dia de alívio. O vento forte da madrugada — com rajadas até 80 km/h no litoral e 100 km/h nas terras altas — perde intensidade ao longo da manhã. O céu torna-se pouco nublado, com apenas alguns aguaceiros fracos e dispersos, relata Paula Leitão ao Azul.
As temperaturas mantêm-se “contidas, mas estáveis”:
- Porto: 8 graus Celsius de mínima, 14 de máxima
- Lisboa: 10ºC / 14ºC;
- Trás‑os‑Montes: 3ºC / 11–12ºC
- Alentejo: 6ºC / 14ºC
- Algarve: 13ºC / 20ºC
“Vai ser um dia que já cheira a Primavera”, concorda a meteorologista. O vento de noroeste (a nortada que estamos habitados a sentir no Verão) reforça essa sensação típica dos primeiros dias amenos do ano.
A partir de domingo, o país divide-se em dois. No Centro e Sul, o tempo mantém-se estável, com abertas e ausência de precipitação. No Norte, porém, a chuva regressa e intensifica-se ao longo do dia, sobretudo no Minho e Douro Litoral. As temperaturas variam pouco face a sábado.
Na segunda-feira, as mínimas sobem e o Norte continua húmido. A semana começa com uma subida acentuada da temperatura mínima. No Norte, a chuva mantém-se, mas com pouca intensidade, diz Paula Leitão. No Centro e Sul, o cenário é mais animador com sol e aguaceiros fracos e pouco frequentes.
Nuno Ferreira Santos
Terça-feira de Carnaval com “boas abertas”
O feriado de Carnaval chega com bastante nebulosidade de manhã, mas boas abertas durante a tarde. O Carnaval trará sol para muitos, mas o guarda-chuva continua a ser obrigatório na região Norte do país.
A chuva volta a concentrar-se no Minho e Douro Litoral, “geralmente fraca”. As temperaturas aproximam-se das de sábado, com ligeiras subidas:
- Porto: 11ºC / 15ºC
- Lisboa: 10ºC / 16ºC
- Trás‑os‑Montes: 6–7ºC / 13–14ºC
- Alentejo: 7ºC / 15–16ºC
- Algarve: 14ºC / 20ºC
“Mais uma vez, um dia de Primavera, um pouco fresco”, resume Paula Leitão.
Com dezenas de municípios a cancelar ou adiar festejos devido aos estragos recentes, o tempo já não é o único factor a condicionar o Entrudo. Ainda assim, para quem sair à rua, o cenário é mais animador do que nas últimas semanas: sol a sul, chuva fraca a norte e temperaturas amenas. E, depois de tudo o que o país viveu, talvez seja o melhor que o Carnaval podia trazer este ano.
Duas semanas de normalidade — finalmente
Depois de precipitações que chegaram a ser 400% superiores ao normal na bacia do Sado e cerca de 200% acima da média noutras regiões, o país entra agora num período de relativa estabilidade. “Os nossos modelos indicam duas semanas com uma situação normal, com precipitação dentro dos valores habituais”, afirma a meteorologista Paula Leitão.
A chuva que ainda cairá no Norte não deverá causar problemas adicionais, mas o território permanece fragilizado. “É a gota de água que faz transbordar o copo”, alerta. A boa notícia: “Há finalmente condições para o solo começar a secar e para as autarquias avançarem com reparações”.
O estado do tempo e clima são conceitos diferentes. O tempo previsto para estes dias corresponde ao estado instantâneo da atmosfera em Portugal, definido através de variáveis meteorológicas como a temperatura, precipitação, humidade, ou velocidade do vento. Já o clima consiste nos padrões registados ao longo de vários anos. Veja aqui mais sobre como os eventos meteorológicos no dia-a-dia podem (ou não) reflectir as alterações climáticas e como estas mudanças estão a intensificar os fenómenos meteorológicos extremos.
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