O número de trabalhadores da administração pública aumentou 1,7% no quarto trimestre de 2025, para 766.278 pessoas, alcançando o valor mais elevado desde o último trimestre de 2011, segundo os dados divulgados esta sexta-feira pela Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).
“A 31 de Dezembro de 2025, o emprego no sector das administrações públicas situou-se em 766.278 postos de trabalho”, o que representa uma subida de 1,7% (mais 12.721 postos de trabalho), lê-se na Síntese Estatística do Emprego Público.
O número de funcionários públicos voltou, assim, a renovar máximos da série estatística que teve início no último trimestre de 2011.
“Em relação a 31 de Dezembro de 2011 (início da série), o aumento foi de 38.577 postos de trabalho (+5,3%)”, lê-se.
A evolução homóloga do emprego público deveu-se, sobretudo, à administração central, onde foram criados mais 9171 postos de trabalho (+1,6%), bem como à administração local, onde foram criados mais 4057 postos de trabalho (+2,9%).
Nas administrações regionais dos Açores e da Madeira, e também nos fundos de segurança social, registou-se uma redução do emprego.
“Na administração central, o aumento face ao quarto trimestre de 2024 (+1,6%) teve origem sobretudo nas áreas governativas da Saúde e da Educação, Ciência e Inovação”, onde foram criados mais 3960 e mais 3320 postos de trabalho, respectivamente.
Já na administração local, a subida homóloga resultou principalmente do aumento de emprego público nos municípios, que registou um “acréscimo de 2839 postos de trabalho”, impulsionado pelas carreiras de técnico superior, assistente técnico e assistente operacional, bem como pelas freguesias.
Já na comparação com o trimestre anterior, registou-se uma subida de 0,9% no número de trabalhadores da Administração Pública, o equivalente a um aumento de 6841 postos de trabalho.
Segundo a DGAEP, este aumento foi “em grande parte” motivado pelo “aumento na administração central (+6653 postos de trabalho), e ocorreu sobretudo nos estabelecimentos de educação e ensino básico e secundário (+4386) e nas unidades orgânicas de ensino e investigação (+1982)”.
Por outro lado, houve uma diminuição de 1315 postos de trabalho na área governativa da Administração Interna, “em parte decorrente da cessação de contratos a termo na GNR para apoio na vigilância das florestas no Verão, reflectindo uma situação também registada em trimestres homólogos”, salienta.
Nesta síntese é também possível verificar que 7,1% da população total trabalhava no sector das administrações públicas, 13,5% da população activa e 14,4% da população empregada.
Em termos de entradas e saídas de trabalhadores, o saldo líquido foi positivo. No acumulado do ano de 2025, “registou-se um balanço positivo de 12721 postos de trabalho”, o equivalente a mais 5538 postos de trabalho face a 2024.
Reformas na Função Pública caem pela primeira vez desde 2018
Depois de, em 2024, se ter registado o maior número de saídas por aposentação desde, pelo menos 2012, no ano passado este número recuou. A DGAEP dá conta de 17.231 pessoas que se reformaram, menos 1440 do que no ano anterior e o primeiro recuo desde 2018.
“A análise das saídas nas administrações públicas para os anos completos de 2012 a 2025 indica que a tendência crescente de saídas por reforma/aposentação verificada de 2017 a 2024 foi interrompida no ano de 2025”, lê-se na síntese.
Em 2025, foram registadas 17.231 saídas na Função Pública, menos 1440 face às registadas em 2024. A maioria das reformas registadas na administração pública no ano passado ocorreu na administração central (12.893 saídas), seguindo-se a administração local (3459) e as administrações regionais (879 saídas, no seu conjunto).
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