Crise energética leva Cuba a cancelar festival de charutos que financia o sistema de saúde

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Cuba anunciou este sábado o cancelamento do seu festival de charutos, que arrecada anualmente milhões de euros para o Governo através de um prestigiado leilão, numa altura em que o país enfrenta uma grave crise energética devido ao bloqueio imposto pelos Estados Unidos.

“O comité organizador do Festival de Havana anuncia o adiamento da sua próxima edição”, agendada para 24 a 27 de Fevereiro, informaram os organizadores numa carta aos participantes.

Nenhuma nova data foi anunciada até ao momento. Em 2025, o leilão de charutos e humidificadores de luxo arrecadou 16,4 milhões de euros. Os fundos destinam-se oficialmente ao sistema de saúde cubano.

O cancelamento acontece numa altura em que o país americano vive tem em vigor um plano de racionamento energético devido ao bloqueio imposto em Janeiro pelos Estados Unidos. Washington tem impedido a chegada à ilha de petróleo venezuelano, que desde a queda da União Soviética tem sido o garante de energia para Cuba.

Ao cerco marítimo ao petróleo da Venezuela, aliada do país caribenho, a Casa Branca junta ainda ameaças de penalizações a outros países que forneçam combustível à ilha — o México cancelou as entregas por pressão dos EUA, numa altura em que um acordo comercial com os norte-americanos e o Canadá irá entrar em renegociação.

O bloqueio energético tem afectado principalmente o dia-a-dia do povo cubano, mas também já se fez sentir na indústria turística, uma das principais fontes de rendimento da economia cubana. O governo cubano afirmou que as medidas de racionamento energético garantem o fornecimento de sectores-chave, como a agricultura, a educação, o fornecimento de água, a saúde e a defesa. Isto inclui a distribuição de combustível pela indústria charuteira, uma parte crucial do sector exportador cubano.

Apesar das medidas, as Nações Unidas (ONU) manifestaram na sexta-feira preocupação com o impacto do embargo aos serviços essenciais. Segundo a ONU, o bloqueio ao petróleo na ilha afecta as unidades de cuidados intensivos, compromete as salas de emergência e prejudica igualmente a produção, distribuição e armazenamento de vacinas, as transfusões de sangue e os medicamentos sensíveis à temperatura.

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