Nos últimos tempos, o Sporting tem feito a sua vida a ganhar jogos no tempo de compensação. Desta vez, não chegou a tanto, mas não deixou de ter um sabor a milagre. Os “leões” penaram, mas conseguiram bater, neste domingo, o Famalicão por 1-0, graças a um golo de Daniel Bragança bem perto do fim. Sem o castigado (e lesionado) Suárez, foi o médio, que não é propriamente conhecido pelo seu jogo de cabeça, a garantir que o Sporting irá continuar a quatro pontos do líder FC Porto e com três de vantagem sobre o Benfica.
Sem poder contar com o goleador colombiano, Rui Borges foi obrigado a “inventar” um ponta-de-lança. Pedro Gonçalves foi o escolhido para a posição, sabendo-se que ele não é um homem de área, mas alguém com capacidade de criação no momento do último passe e do remate. Essa deslocação obrigou a outras mudanças, com Luís Guilherme a ocupar a ala direita e Maxi Araújo na esquerda, mais Trincão no centro, com liberdade para estar em todo o lado. Era este o plano de ataque dos “leões” para furar pela organização do Famalicão, superiormente comandado por Gustavo Sá, omnipresente em todos os aspectos do jogo minhoto.
Os visitantes foram temerários na sua abordagem ao jogo e quase foram felizes logo no início. Uma bola ganha em zonas adiantadas por Ibrahima Ba, deixou o jovem central senegalês com via aberta para o remate e a bola foi parar ao fundo das redes “leoninas”. O Famalicão festejou, mas havia falta no momento anterior ao do golo – Ba e Pedro Santos abalroaram Maxi, uma situação detectada pelo VAR e confirmada pelo árbitro David Silva. Foi um susto para os “leões”, mas também um aviso: o Famalicão não iria ser um adversário fácil.
Depois do primeiro embate, o Sporting procurou tomar conta do jogo. Começou por tentar as bolas longas – Inácio fez um dos seus passes a grande distância para Maxi, que dominou e rematou à figura de Carevic aos 15’. E, depois, solicitou muito Luís Guilherme na direita, mas o brasileiro raramente conseguiu marcar a diferença. Seria na esquerda que o Sporting criou a sua melhor oportunidade, aos 30’, com Maxi a distribuir para Mangas, que atirou a contar, com Carevic a desviar para o poste.
Foi o mais perto que o Sporting esteve no golo durante a primeira parte – os “leões” remataram muito, é verdade, mas nem sempre com a objectividade necessária. E o Famalicão não precisava de muito para criar perigo. Aos 33’, um passe longo de Sá foi ter com o veloz Elisor. Diomande falhou a intercepção e o francês ficou sozinho perante Rui Silva, mas atirou ao lado. Os minhotos não voltariam a ter uma igual a esta.
A tendência do jogo manteve-se na segunda parte. Mais Sporting no ataque, mas com pouco critério de remate, solidez minhota a tapar todos os caminhos da sua baliza. A urgência começou a instalar-se nos “leões” e Rui Borges foi lançado no jogo o que tinha no banco, primeiro Geny Catamo, depois Daniel Bragança e Rafael Nel, jovem ponta-de-lança e melhor marcador da equipa, a ter os seus primeiros minutos da época na equipa principal.
Sem o seu milagreiro habitual, o Sporting precisava de um milagre – e o Famalicão, já sem ideias para atacar, já só precisava de ir aguentando. O milagre “leonino” materializou-se aos 82’. Canto de Trincão a partir da esquerda, e Daniel Bragança, ao primeiro poste, desviou para a baliza. Milagre, mais um, a manter o Sporting na luta pelo título.
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