Alegado autor do atentado em Sydney presente pela primeira vez em tribunal

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Um dos dois alegados autores do ataque de Dezembro na praia de Bondi, em Sydney, compareceu nesta segunda-feira pela primeira vez num tribunal da Austrália, enfrentando 59 acusações, incluindo 15 de homicídio e uma de terrorismo.

Em 14 de Dezembro, dois atiradores mataram 15 pessoas num festival judaico em Sydney, num ataque que, para as autoridades australianas, foi inspirado no grupo extremista Estado Islâmico (EI).

O pai, Sajid Akram, de 50 anos, foi morto a tiro pela polícia no ataque, que ocorreu durante as celebrações do Hanukkah na praia de Bondi. O filho, Naveed Akram, de 24 anos, ficou ferido e foi detido.

Naveed Akram compareceu durante aproximadamente cinco minutos por videoconferência perante o Tribunal de Downing Centre, em Sydney, segundo informações do tribunal.

A audiência decorreu enquanto o jovem permanecia sob custódia na Prisão de Segurança Máxima de Goulburn, localizada a sudoeste da cidade.

A audição centrou-se principalmente em questões técnicas, como o anonimato dos nomes de algumas vítimas, avançou a comunicação social australiana.

Segundo a imprensa, o arguido, vestindo uma camisola verde, respondeu simplesmente “sim” quando o juiz lhe perguntou se compreendia as discussões sobre a extensão das proibições de publicação (uma medida legal que proíbe os meios de comunicação social ou o público de divulgar determinadas informações num caso).

À saída do tribunal, o advogado de Naveed, Ben Archbold, disse à emissora australiana ABC que era “demasiado cedo” para prever qual seria a declaração de culpa do seu cliente, uma vez que ainda não tinha recebido todas as provas da acusação.

Se for condenado, Naveed enfrenta a pena máxima de prisão perpétua por cada uma das 15 acusações de homicídio e pela acusação de terrorismo.

Naveed deverá comparecer novamente em tribunal a 9 de Março. Ben Archbold afirmou que o acusado estava a ser mantido em “condições muito severas”.

A primeira aparição pública de Naveed acontece uma semana depois da visita do Presidente de Israel, Isaac Herzog, à Austrália, a convite de Albanese, para expressar o seu apoio à comunidade judaica após o ataque.

A visita de Herzog ficou marcada por enormes protestos e uma forte presença policial.

Em 20 de Janeiro, o Parlamento australiano aprovou leis contra o discurso de ódio e também sobre o controlo de armas.

As leis sobre armas criam novas restrições à posse e um programa de recompra financiado pelo Governo para compensar as pessoas que sejam obrigadas a entregar as armas de fogo.

As leis contra o discurso de ódio permitem ainda que grupos que não se enquadrem na definição australiana de organização terrorista, como o grupo islâmico Hizb ut-Tahrir, sejam proibidos. O Hizb ut-Tahrir já está proibido em alguns países.

O grupo neonazi Rede Nacional Socialista anunciou planos para se dissolver em vez de ter os seus membros visados pela nova lei.

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