A ministra da Cultura, Juventude e Desporto manifestou esta segunda-feira preocupação com o impacto económico provocado pelo encerramento de monumentos e espaços culturais na sequência da destruição causada pela depressão Kristin.
Margarida Balseiro Lopes esteve esta tarde na Marinha Grande, onde visitou espaços fortemente afectados pelas depressões recentes, casos da Casa-Museu Afonso Lopes Vieira, em São Pedro de Moel, e do Museu do Vidro, do Teatro Stephens e do Museu Joaquim Correia, na Marinha Grande.
“O cenário de devastação é grande, há um impacto enorme na actividade económica e um impacto psicológico nas pessoas de cá, porque viveram aquela madrugada e nunca tinham sentido nada semelhante”, disse à agência Lusa Margarida Balseiro Lopes.
Na Marinha Grande, de onde é natural a ministra, “a destruição está por todo o lado, entra-nos pelos olhos e pela alma adentro o cenário de devastação”, sublinhou, descrevendo uma situação que já encontrou também “noutros pontos da região e do país”.
No final da visita, a ministra reuniu-se com responsáveis autárquicos dos dez municípios da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), dos quais ouviu um balanço da situação nas áreas da cultura e do desporto.
Margarida Balseiro Lopes mostrou-se preocupada com “o impacto brutal do ponto de visto económico”, para alguns locais, do fecho de portas imposto pelos danos causados pela tempestade.
“O encerramento do Mosteiro da Batalha, por exemplo, para o concelho é muito significativo. Temos de intervir porque é o Mosteiro da Batalha, mas também porque, para o concelho, [tê-lo fechado causa] um impacto económico e social muito grande”, realçou.
Actualmente encerrado, o monumento – um dos mais visitados no país – tinha a reabertura prevista para o dia 24, mas a falta de condições apenas permitirá que tal aconteça no final do mês de Fevereiro.
“Está fechado há bastantes dias e tem impacto muito significativo. Houve intervenções de emergências que fizemos, com criação do perímetro de protecção, porque caíam elementos pétreos. Vamos ter de fazer mais algumas intervenções, depois de passarem estas chuvas, outras vão demorar mais um bocadinho.”
No distrito, em Leiria, aguarda-se também pelo fim da chuva para avançar com a intervenção de emergência que o Património Cultural Instituto Público contratou para repor o telhado do Santuário de Nossa Senhora da Encarnação, um investimento de quase 60 mil euros, adiantou.
“Ainda não avançou porque continuava a chover copiosamente. A empreitada é de 35 dias, para conter a degradação do edifício, para a seguir se fazer uma intervenção mais profunda. Gostaríamos de ter até 15 de Agosto a recuperação feita, mas vai exigir uma grande coordenação dos autarcas”, disse a ministra, numa referência à data das festas locais.
Na Marinha Grande, Margarida Balseiro Lopes avançou que, “nos próximos dias, vai ficar disponível um formulário no portal gov.pt para os equipamentos culturais que sejam classificados se poderem candidatar [a financiamento para reabilitações] através do Fundo de Salvaguarda do Património Cultural”.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afectadas. A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais assolados pelo mau tempo terminou no domingo.
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