Como relaxar
São precisos dez voluntários para participar num estudo que simula a ausência da gravidade. Se o apelo não soar atractivo logo à primeira abordagem, vejamos as condições de trabalho: estar dez dias de papo para o ar, deitado, seguindo uma dieta restrita e, no final, receber a módica quantia de 5000 euros. Tudo em nome da medicina espacial e, mais concretamente, do Estudo de Repouso Absoluto e Hipometabolismo conduzido pelo Institut de Médecine et de Physiologie Spatiales, em Toulouse (França).
Noutras rotinas de (e pelo) bem-estar, recomendamos uma dúzia de estratégias para combater o impacto do mau tempo na saúde mental e mais umas quantas dicas que funcionam como amortecedores contra o isolamento e a solidão.
Por onde andar
Feitas as honras ao São Valentim e aos Carnavais (Belo Horizonte e Panamá são apenas alguns dos bons exemplos em página), é tempo de abrir portas ao Ano do Cavalo no calendário chinês, que segundo os desígnios, nos trará “força, liberdade, movimento e perseverança”.
Vamos ainda a maravilhas como o Highline Milano, um passadiço no topo da icónica Galeria Vittorio Emmanuel II, em Milão (Itália), onde se deitam as vistas sobre a cidade e, pela primeira vez, é possível visitar a histórica Sala dos Relógios. Ou à mais desejada fonte italiana, Fontana di Trevi, ponto de romaria para a fotografia e para quem queira cumprir a tradição de atirar a moeda para a água, que neste 1 de Fevereiro passou a cobrar 2 euros pelo acesso a não-residentes.
A segunda edição do Festival Internacional de Jazz de Oeiras, Empregos Modernos em forma de poema coral, o ritual de Mil Diabos à solta em Vinhais e os 30 anos de carreira desses bastiões do hip-hop em Portugal que dão pelo nome de Dealema, a que se juntam mais umas sugestões de Palcos da semana, compõem o ramalhete cultural dos próximos dias.
O que comer
Voltando ao tema do Ano Novo Chinês, vamos pela mão de Cláudia Lima Carvalho ver como anda o panorama da cozinha chinesa em Portugal. Uma coisa é certa: há uma aposta na diferenciação e a experiência de “ir ao chinês” passou a contemplar muito mais do que uma ementa alinhada entre o crepe de vegetais, a sopa de ninho de andorinha, o chop suey de vaca, o pato à Pequim, o porco agridoce, o arroz chau-chau e o gelado frito.
Na ronda da degustação cabem também dez feiras para andar ao sabor do queijo, o fenómeno em rede da Street Smash Burgers, algumas sementes para a alimentação do futuro e um receituário da pastelaria portuguesa quando esta ainda não era uma ciência exacta e uma arte de precisão.
O que beber
Nesta semana ficámos também a saber que o prémio de melhor sommelier do ano, atribuído pela Revista de Vinhos, vai para o brasileiro Augusto Brumatti, que nos deixa uma lição/conselho para quem quer fazer carreira no sector: “Crescer exige estudo, resiliência, humildade para aprender e personalidade para se afirmar”. As notas de prova vão para um Permitido Rabigato, referência obrigatória no portfólio do produtor Márcio Lopes.
O que ver
Primeira Pessoa do Plural, um drama conjugal realizado por Sandro Aguilar, e EPiC: Elvis Presley in Concert, um documentário musical dedicado ao rei do rock, são dois dos filmes em estreia nas salas de cinema. Da Berlinale – Festival Internacional de Cinema de Berlim chegam os ecos de Dao, título de Alain Gomis que irá perdurar na memória – uma espécie de “Bad Bunny no Super Bowl”, afiança Jorge Mourinha.
O foco do pequeno ecrã aponta para Ponies, uma série de espionagem situada na Moscovo de finais dos anos 1970, com Guerra Fria e “ambiente caloroso”, palavras de Joana Amaral Cardoso.
O que ler
Foi o Preto é o primeiro romance de Ângelo Delgado. Põe o dedo nessa ferida aberta que é o racismo, incomoda, fala sobre um homem acusado de um crime que não cometeu e de um sistema que já nem disfarça a culpa cromática e o preconceito. Passa-se nos anos 1990, mas podia ser hoje, e é um dos “murros no estômago” a consultar na estante de leitura. Outro: Tudo na Natureza Apenas Continua, o livro de memórias de Yiyun Li, escritora-mãe em luto que perdeu os dois filhos adolescentes, ambos por suicídio. Os mistérios da existência humana também se mostram n’Os Lobos da Floresta da Eternidade, da estrela pop da literatura norueguesa Karl Ove Knausgård.
Nas linhas infantis vem o Quebra-Cabeças de Sandro William Junqueira (texto) e Rachel Caiano (ilustração), ou uma ajuda para arrumar a mobília do mundo interior para melhor dançar com o que está no exterior.
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