As esperanças de que seja possível uma solução diplomática com um acordo entre o Irão e os Estados Unidos estão cada vez mais diminuídas, disseram vários diplomatas à agência Reuters.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu na sexta-feira considerar um ataque limitado contra o Irão como modo de pressionar o país para aceitar um acordo nuclear, mas não há quaisquer sinais de que essa pressão resulte (como não resultou anteriormente).
Trump ordenou uma enorme deslocação de meios militares para a região e terá agora muita dificuldade em aceitar um acordo que não seja muito favorável, enquanto o Irão se recusou até agora a tocar em pontos além do nuclear, como o programa de mísseis balísticos ou o apoio a grupos armados na região.
Enquanto isso, no Irão voltaram a decorrer protestos em memória das vítimas da repressão brutal das autoridades a pessoas que no mês passado saíram às ruas contra o regime, voltando a ouvir-se palavras de ordem contra o ayatollah Ali Khamenei, o líder de facto do país, e de apoio à monarquia derrubada em 1979.
Os protestos aconteceram à volta dos 40 dias (quando se faz, em geral, uma homenagem a quem morreu, na tradição xiita) sobre a repressão que matou milhares de manifestantes.
Enquanto isso, a região prepara-se para um potencial ataque norte-americano contra o Irão e para uma potencial resposta iraniana – que poderia atingir alvos militares norte-americanos em países aliados mas também infra-estrutura civil: os vizinhos do Irão no Golfo assim como Israel consideram neste momento que é mais provável um conflito do que um acordo.
“Ambos os lados estão a manter-se firmes nas suas posições”, comentou Alan Eyre, antigo diplomata dos EUA e especialista em Irão. A única coisa que resultaria num acordo seria “os EUA ou o Irão recuarem nos seus limites”, algo que Eyre considera improvável.
“O que Trump não pode fazer é mobilizar todo este aparato militar e depois obter com um acordo ‘assim-assim’ e retirar as forças militares. Penso que ele achará que perderá a face”, afirmou. Por outro lado, “se atacar, a situação vai deteriorar-se rapidamente.”
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