Foi aos onze anos, no antigo José Alvalade, que ouvi pela primeira vez uma secção inteira de um estádio entoar sons de macaco em uníssono. O jogador do Vitória chamava-se N’Dinga. Sempre que tocava na bola, começava aquele “uh-uh-uh” gutural que se supõe imitar a vocalização dos símios, embora na prática lembrasse o ruído de um gerador a morrer. Ninguém à minha volta pareceu surpreendido ou alarmado. O barulho continuou durante 90 minutos e depois fomos todos para casa. Era isto que acontecia em 1992 quando alguns jogadores tinham a bola.
O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com







