Estrelas do cinema misturam-se com a realeza na passadeira vermelha dos Bafta

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A pontualidade britânica não é menosprezada, nem mesmo numa entrega de prémios que transforma Londres em Hollywood por uns instantes. Pouco passava da hora de almoço quando as primeiras celebridades começaram a chegar à passadeira vermelha do Royal Festival Hall para os Bafta, os prémios Academia Britânica de Cinema e Televisão, que servem para tirar o pulso antes da grande noite dos Óscares. Mas há um elemento que Hollywood não consegue igualar: a presença da realeza britânica, que se fez representar por William e Kate.

Os príncipes de Gales foram os últimos convidados a chegar, respeitando o protocolo, mas ainda cruzaram a passadeira cor-de-rosa estendida à entrada do Royal Festival Hall, onde a cerimónia começou às 17h – ainda que só seja emitida às 19h. William é o presidente da Bafta desde 2010, mas esteve ausente na edição do ano passado. Desta vez, em entrevista à BBC, até comentou os nomeados e confessou que não gostou de Batalha Atrás de Batalha e preferiu F1 com Brad Pitt.

Esta é a primeira vez, desde 2023, que o casal herdeiro do trono britânico regressa a dois aos prémios de cinema. Apesar das expectativas, não era certo se William e Kate marcariam presença, face à crise instalada na família real na última semana com a detenção do ex-príncipe André, investigado por suspeita de má conduta no exercício de funções públicas.

O Guardian relata que, na chegada à passadeira vermelha, alguém gritou: “A monarquia está em perigo?”. Não houve resposta de William, que ainda não comentou oficialmente os problemas judiciais do tio, mas parece seguir a máxima do pai. Carlos III fez saber que a família real ia seguir a rotina e desviou as atenções para as autoridades. “A lei deve seguir o seu curso”, declarou em comunicado na quinta-feira, pouco antes de marcar presença na inauguração da Semana da Moda de Londres.

Kate e William à chegada
Isabel Infantes/Reuters

Show must go. E assim cumpriu Kate que deslumbrou com um vestido esvoaçante em tons de rosa da Gucci – William usou um blazer em veludo bordeaux para combinar com a tonalidade do visual da mulher. A princesa de Gales veio dar uma nova lição de sustentabilidade ao repetir o modelo que já tinha utilizado em 2019 no evento Women in Finance, também em Londres. É de resto seu apanágio repetir vestidos de gala, como fez nos Bafta de 2023, quando reutilizou um vestido branco Alexander McQueen.

Desta feita, todavia, não recorreu a uma marca britânica, como é habitual, como forma de apoio aos designers nacionais. Aliás, a moda inglesa foi quase uma miragem nesta edição dos Bafta. A consagrada Glenn Close vestiu um conjunto bordado Erdem, a marca sediada em Londres do criador canadiano Erdem Moralioglu.

Mas, nesta categoria, a vencedora parece ter sido Teyana Taylor, actriz nomeada por Batalha Atrás de Batalha, que usou um modelo acetinado repleto de drapeados da histórica Burberry. O vestido é inspirado por uma das gabardines da marca e inclui detalhes como o cinto ou as fivelas nos punhos, além de uma exagerada gola de folhos.

Teyana Taylor em Burberry
Isabel Infantes/Reuters

Preto e os seus sucedâneos

O modelo foi um dos mais criativos da noite, que voltou a confirmar a tendência dos vestidos pretos, que tem vindo a afirmar-se nesta temporada de prémios. Mas engane-se se pensa que preto é sinónimo de aborrecimento, como mostraram Emma Stone e Renate Reinsve com dois modelos Louis Vuitton de silhueta esguia, mas decotes arrojados.

Erin Doherty em Louis Vuitton
TOLGA AKMEN/EPA

A mesma casa francesa foi responsável por vestir Erin Doherty, num dos vestidos mais aclamados da noite, com uma enorme saia de plissados. A técnica também foi usada no modelo estilo sereia de Chase Infiniti, que trouxe um toque de cor à passadeira vermelha.

Destaque ainda para vestido de renda da actriz Odessa A’zion, assinado pelo irlandês Jonathan Anderson para a Dior. Ou para o modelo de arquivo Mugler de 1999 da socialite norte-americana Kylie Jenner, que não pisou a passadeira vermelha, mas acompanhou o namorado, Timothée Chalamet, nomeado por Marty Supreme. Chalamet vestia um fato preto da Givenchy com assinatura da directora criativa, a britânica Sarah Burton.

Gracie Abrams e Paul Mescal
TOLGA AKMEN/EPA

E, por falar em casais, o actor Paul Mescal e a cantora Gracie Abrams estrearam-se na passadeira vermelha e até selaram o momento com uma troca de afectos em frente às câmaras dos fotógrafos, confirmando assim os rumores de relação que circulam há já dois anos. Ele usou um fato Prada e ela um modelo Chanel repleto de pedraria, um dos mais romântico da tarde.

Na galeria de imagens acima, acompanhe o desfile de estrelas na passadeira vermelha no ​Royal Festival Hall.

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