Um nevão está a varrer a costa leste dos Estados Unidos, com o estado de Nova Iorque a enfrentar, desde domingo, a mais severa tempestade de neve da última década. A combinação de neve intensa, ventos fortes e risco de inundações costeiras levou o presidente da câmara nova-iorquina, Zohran Mamdani, a decretar estado de emergência e a restringir a circulação nas ruas da cidade nesta segunda-feira.
“Estas são condições de nevão”, afirmou Zohran Mamdani numa conferência de imprensa no domingo, citado pelo diário norte-americano The New York Times. “A cidade de Nova Iorque não enfrentava uma tempestade desta magnitude desde a última década.”
O pior em Nova Iorque deve passar na segunda-feira à tarde, mas a tempestade de neve segue para Boston e para o Norte da Nova Inglaterra.
Um nevão consiste numa tempestade de neve de grande intensidade, caracterizado por ventos fortes e por uma acumulação rápida de precipitação. Este fenómeno ocorre sobretudo onde o frio extremo favorece a formação de neve “mais seca”, menos sujeita a derreter rapidamente e mais propensa a uma rápida acumulação.
As previsões apontavam para acumulações históricas: o Washington Post refere que o Central Park registou 38 centímetros de neve segunda-feira às sete da manhã, e que algumas zonas metropolitanas poderiam chegar aos 71 centímetros.
Já a BBC assinala que se trata, para grande parte do Nordeste norte‑americano, de uma “poderosa tempestade”, com neve a cair a um ritmo de cinco a 7,5 centímetros por hora, tornando as deslocações “quase impossíveis” e “extremamente perigosas”, de acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos.
Voos cancelados
O impacto do nevão foi imediato nos transportes: ruas, auto‑estradas e pontes ficaram fechadas à maioria dos veículos; operadores rodoviários suspenderam boa parte dos serviços enquanto os comboios passaram a circular em horário de fim‑de‑semana. A governadora do estado de Nova Iorque, Kathy Hochul, alertou ainda para interrupções significativas no serviço de metro. Milhares de voos foram cancelados nos aeroportos JFK, LaGuardia e Newark.
“Pedimos aos nova‑iorquinos que evitem todas as viagens não essenciais”, insistiu Zohran Mamdani, citado pelo Washington Post. O autarca decidiu duplicar o número de limpadores de neve disponíveis durante este nevão, por comparação àqueles que operaram na tempestade de neve do mês passado. Mamdani anunciou ainda que 2600 técnicos de limpeza estariam nas ruas a remover neve e a espalhar sal.
A Câmara Municipal de Nova Iorque mobilizou equipas de resgate em zonas potencialmente inundáveis e encerrou as escolas públicas esta segunda-feira. Mamdani sublinhou que muitos óbitos registados na última tempestade tinham sido relacionados com overdoses, pelo que as salas de consumo seguro se mantiveram abertas durante a noite de domingo para segunda-feira.
Até domingo, tinham sido feitas 86 colocações de pessoas sem‑abrigo em abrigos ou espaços interiores, refere o New York Times. “Unidades móveis de aquecimento estão a circular pelas ruas”, acrescentou Mamdani.
Sete estados afectados
Além de Nova Iorque, outros seis estados já declararam estado de emergência devido à tempestade de neve: Nova Jérsia, Pensilvânia, Delaware, Connecticut, Rhode Island e Massachusetts, refere o Washington Post.
Em Nova Jérsia, o panorama não era mais auspicioso do que Nova Iorque, estado vizinho. Autocarros e metro foram suspensos, tal como várias linhas de comboio, e a circulação automóvel ficou proibida entre as 21h00 de domingo e as 7h00 de segunda‑feira.
Segundo dados compilados pela BBC, quase 90 mil habitações estavam sem electricidade em Nova Jérsia, e dezenas de milhares noutras regiões — Delaware, Maryland e Virgínia.
Apesar da escala da tempestade, a evolução meteorológica poderá ser mais rápida do que durante a tempestade de neve de Janeiro. O New York Times sublinha que se espera uma subida das temperaturas após a queda mais intensa de neve, o que poderá permitir um degelo mais célere e reduzir a necessidade de recorrer a máquinas de limpeza.
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