Este ano, o simplesmente… Vinho traz a Galiza até ao Porto

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João Roseira, o fundador do simplesmente…Vinho, não esconde o entusiasmo: “É difícil encontrar um sítio no mundo mais excitante do que a Galiza” no que diz respeito ao vinho, garante.

O entusiasmo percebe-se: a Galiza é a região convidada na edição deste ano, a 14ª, do salão off do Porto (de 27 de Fevereiro a 1 de Março), e João tem andado a provar muitos vinhos, a descobrir muita coisa, a conversar com os colleiteiros (assim se chamam os pequenos produtores galegos) e a perceber a profunda ligação entre cultura e vinho. Até ao Porto virão 13 produtores representando as 5 DO (Denominação de Origem) que existem entre o Atlântico, as Astúrias, Castela e Leão e Portugal: Rías Baixas, Ribeiro, Ribeira Sacra, Valdeorras e Monterrei

“Sabes o que são os furanchos?”; pergunta, encantado com essa tradição galega de as pequenas quintas abrirem as portas para receber clientes e amigos. “É muito interessante, porque eles podem servir os seus vinhos desde que não tenham rótulo”, explica. Este é muito o espírito que o simplesmente… Vinho cultiva desde o início. A ideia de ter uma região convidada a cada ano, começou há dois anos, e já levou ao Porto os vinhos e vignerons da Geórgia e do Jerez espanhol.

São experiências que permitem cruzamentos com os vinhos portugueses – no caso da Geórgia houve provas de vinhos de talha dos dois países. Desta vez, haverá, no sábado, uma masterclass que João considera histórica, porque será uma oportunidade para se provar onze vinhos “icónicos no despertar e na revolução da Galiza”. Um dos produtores presentes, António Portela, levará, por exemplo, um vinho feito com Tinta Fêmea, “uma casta cultivada na praia e que tem este nome porque quando os homens iam para o mar, eram as mulheres que ficavam a tomar conta das vinhas”.

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A segunda masterclass (também no sábado) tem como objectivo “mostrar a diversidade” da região, que, conta João Roseira, começou a olhar mais a sério para os seus vinhos a partir dos anos 80 e, sobretudo, na década de 90. Uma das características muito interessantes da Galiza é que tem vinhas a “altitude zero”, nas Rías Bajas, e nas zonas altas, a 700, 800 metros. Por isso, a prova foi baptizada como Galiza do Mar às Ladeiras. Para quem quiser mergulhar mais a fundo no universo dos vinhos da Galiza, há, para além das duas masterclasses dedicadas à região, provas especiais

A Galiza cruza-se também com Portugal à mesa, no jantar que, na sexta-feira, 27, junta a chef Rafaela Ferreira, do Exuberante, com o galego Iago Pazos (os vinhos serão galegos). Na mesma noite, na Alfândega do Porto, há um outro jantar, este com Rita Gomes e João Pires, que vêm da aldeia de Jales – é uma oportunidade para conhecer o trabalho que fazem no seu restaurante, o Forno de Jales.

Dia 28, a programação gastronómica continua, desta vez com a chef Margarida Bessa Rego, da Terramay, que irá preparar um jantar inspirado no tema Legumes e Caça – é, dizem os organizadores, “um regresso em força ao espírito festivo” de um clássico do simplesmente…, o Saturday Night Fever(as).

Também presentes no simplesmente…, na área dos petiscos, estarão Miguel Morais (Forneria de São João), a padaria MiBa (Inês e Bruno), Forno de Jales (Rita Gomes e João Pires), Rita Magro (Atrevo), Mirna Gomes (Mito), Liz Almeida (Pils Grill Eatery), Flora (João Ferreira e Anna Ortner), Provável (Miguel, Mário e Jorge) e BlueTaste (Hugo Castillo).

A arte, como sempre, é presença fundamental no evento. Karlown, que há 14 anos acompanha o simplesmente…, não faltará nesta que nesta edição conta também com o portuense Feio. Quanto à música, na sexta-feira há uma Jam Session, resultante da parceria com a Porta-Jazz, no sábado um concerto dos Offtides, numa colaboração com o Maus Hábitos, e no domingo o encerramento é assegurado pelos Planka.

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