Louvre já tem novo director, chama-se Christophe Leribault e transita de Versalhes

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Não houve tempo a perder. Menos de 24 horas depois de Laurence des Cars, a presidente do Louvre, acossada pelo assalto ao museu em Outubro e pelo que este destapou da incúria na sua gestão, ter apresentado a sua demissão, o Eliseu já nomeou sucessor. O Louvre ficará agora a cargo de Christophe Leribault, que transita da presidência de Castelo e Museu de Versalhes.

Caberá ao historiador de arte de 62 anos recuperar a imagem do museu, no que à segurança diz respeito, e coordenar o ambicioso projecto de renovação anunciado o ano passado pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, o “Novo Renascimento”, orçado em 800 mil euros. “A prioridade de Leribault será fortalecer a segurança do edifício, da colecção e das pessoas, restaurar um clima de confiança e conduzir, em conjunto com todas as equipas, as transformações de que o museu necessita”, afirmou esta quarta-feira em comunicado a ministra da Cultura francesa, Rachida Dati, que é também candidata à Câmara Municipal de Paris.

Da parte de Dati, haveria certamente urgência em resolver a questão do Louvre, de forma a poder concentrar-se na sua candidatura liberta do peso da polémica em volta do mais importante museu francês. Esta segunda-feira, Rachida Dati revelara numa audição em comissão de inquérito parlamentar, realizada à porta fechada, que o plano para “reorganizar em profundidade” o Museu do Louvre, por si anunciado em Dezembro, fora “abandonado”. O grupo de trabalho que deveria ter começado a debruçar-se sobre a questão em Janeiro nunca chegou sequer a reunir.

Caberá agora a Christophe Leribault coordenar a nova vida do Louvre, instituição que, além das questões relacionadas com a segurança do edifício e a necessidade de uma renovação, lida também com a luta laboral dos seus trabalhadores, que já recorreram por três vezes à greve desde Dezembro, exigindo o recrutamento de mais pessoal, melhoria das condições salariais e uma manutenção do museu mais eficiente.

Antes de assumir a presidência de Versalhes, de onde sairá para o Louvre, Christopher Leribault, membro da Academia das Belas-Artes de França desde 2023, fora director do Petit Palais e presidente do Museu d’Orsay. As funções que assumirá no Louvre são novas, mas não o é a sua ligação ao museu. Foi vice-director das Artes Gráficas entre 2006 e 2012 e cumpriu a sua formação na École du Louvre, localizada no complexo do museu.

Quanto a Laurence des Cars, foi agora destacada para a coordenação da cooperação entre os principais museus dos países do G7, cuja presidência é assegurada este ano pela França. Depois de ver o seu primeiro pedido de demissão, imediatamente após o assalto de 19 de Outubro, recusado por Rachida Dati, sai agora com sensação de dever cumprido. “A Ministra da Cultura pediu-me que ficasse para manter o rumo durante a tempestade, e foi o que fiz. Julgo que atravessei este período com cabeça fria”, declarou ao Le Figaro após anunciar a sua demissão. “Estou serena e orgulhosa do trabalho que realizei. Mas manter o rumo não é suficiente”.

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