A devastação das tempestades vista do ar

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Um avião C-295M da Força Aérea, com capacidade autónoma de registo de imagem, sobrevoou as zonas afectadas pelas tempestades que atingiram o país em Janeiro e Fevereiro, com o objectivo de proceder ao levantamento expedito dos estragos florestais.

“A informação recolhida durante as três horas de voo permitirá delimitar as áreas afectadas e apoiar a classificação de imagens de satélite e de outros dados a recolher nos próximos dias, contribuindo para uma caracterização mais detalhada dos danos no edificado, do volume de madeira e do acréscimo do perigo de incêndio que a tempestade veio abruptamente criar”, refere o comunicado de imprensa da Força Aérea.

“A visão integrada e actualizada da situação é fundamental para o planeamento estratégico e para a definição de prioridades de intervenção que visem minimizar os impactos económicos, ambientais e sociais”, refere ainda a mesma nota, adiantando que as áreas monitorizadas incidiram sobretudo na sub-região de Leiria, zona oeste da sub-região da Beira Baixa, zona sul da sub-região de Coimbra e zona norte da sub-região do Oeste e do Médio Tejo.

“Através das imagens recolhidas será possível agora delimitar as áreas afectadas, identificar manchas com maior grau de dano e distinguir árvores tombadas ou partidas, que permita depois realizar um estudo para avaliar a rede viária interrompida com arvoredo afectado e acumulação nos taludes; determinar o volume e classes de aproveitamento por grandes manchas, por espécie; e determinar as áreas onde existe maior perigo de incêndio, nomeadamente em manchas e nas zonas de interface com edificado ou zonas com mais biomassa acumulada”, refere o comunicado.

Tratou-se de uma iniciativa conjunta integrada no Sistema de Gestão Integrado de Fogos Florestais (SGIFR), e a bordo da aeronave seguiram representantes da AGIF (Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais), ICNF (Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas), ANEPC (Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil) e Fileiras Pinho e Eucalipto, numa comitiva liderada pelo presidente da Estrutura de Missão para recuperação do Centro, Paulo Fernandes.

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