Sporting bate Estoril com dez minutos à Suárez

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Dez minutos à Suárez resolveram a noite do Sporting, em Alvalade, repondo instantaneamente a diferença de quatro pontos para o FC Porto, precisamente quando a época entra na sua fase mais crítica, com 10 rondas para o fim. Tudo plasmado num triunfo (3-0), com “bis” do colombiano (6 e 16′), a frustrar as melhores intenções “canarinhas”.

A noite prometia, com Alvalade a festejar o golo do Arouca no Dragão, apesar do desfecho favorável aos portistas. Uma atmosfera a que Luis Suárez deu continuidade logo aos seis minutos de jogo, após abertura magistral de Trincão, com o colombiano a surgir isolado no espaço.

O Sporting agilizava a missão de repor a diferença para o líder perante um Estoril disposto a discutir o jogo de olhos nos olhos. Um risco assumido a gerar a respectiva factura, imprimida pelo melhor marcador da Liga, com direito a duplicado.

Ao virar o primeiro quarto de hora, Luis Suárez voltava a isolar-se, após passe de Hjulmand, para firmar a condição de candidato ao “tri” ao simplificar de forma simples e brutal a tarefa de superar o que Rui Borges considerou ser um dos jogos mais difíceis até ao final da época.

Perspectiva claramente desmentida pela voracidade do “leão”, que em novo intervalo de 10 minutos ficava na iminência de ampliar a diferença para poder começar a contagem decrescente para accionar o plano de gestão para o compromisso da Taça de Portugal, frente ao FC Porto.

Um pormenor, porém, travou a cavalgada de Geny Catamo, que com o mesmo número de oportunidades de Suárez deixou a nu a diferença entre um jogador de qualidade indiscutível e um verdadeiro “matador”. Detalhe relevante: no primeiro ensejo, Catamo foi “desarmado” por um fora-de-jogo muito discutível antes de cair à entrada da área.

Assoberbado, o Estoril não encontrava antídoto para reentrar na discussão do resultado, apesar da estranha fragilidade de Rui Silva na abordagem a dois remates venenosos e de uma tentativa vã de atenuar a diferença antes do regresso às cabinas.

A segunda parte teve mais Estoril, com o Sporting a dosear o esforço e a dar a iniciativa aos visitantes, numa estratégia mais calculista e menos entusiasmante para os adeptos, embora sem desencadear grandes episódios de ansiedade, à excepção de um remate cruzado de Rafik Guitane, a devolver a confiança a Rui Silva, a meia hora do final, e de uma penetração de Pedro Carvalho a expor algum desgaste de Maxi Araújo.

No entanto, a sonolência do “leão” despertava um crescente sentimento de irreverência e inconformismo do lado “canarinho”, criando, a dada altura, alguma dúvida e até sinais de apreensão no Sporting, que precisava de recuperar o controlo do encontro para evitar surpresas.

Rui Borges refrescava as ideias da equipa, com Simões e Faye a irem a jogo para, de imediato, construir a primeira grande ocasião de golo do segundo tempo, num remate de Maxi Araújo desviado pelo pé de Tsoungui.

O Sporting aproveitava a deixa para conter o Estoril e recuperar a capacidade para manter e circular a bola com maior qualidade. O suficiente para refrear o ânimo dos estorilistas, que só já no período de compensação voltaram a mostrar argumentos para tentar chegar a um golo que acabaria por surgir, no último instante, mas para o Sporting, com Daniel Bragança a voltar a marcar a diferença.

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