Ataque aéreo que atingiu escola iraniana causou 148 mortos, a maioria crianças

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As Forças Armadas dos Estados Unidos disseram ao The Washington Post que estavam a “investigar” relatos de um ataque aéreo na manhã de sábado que, segundo o embaixador do Irão nas Nações Unidas, matou mais de cem crianças numa escola primária para meninas no Sul do Irão. O último balanço das autoridades iranianas contabiliza 148 vítimas mortais, a maioria menores.

Os órgãos de comunicação estatais iranianos dizem que os ataques aéreos dos EUA e de Israel tiveram como alvo a escola feminina Shajarah Tayyiba, na cidade iraniana de Minab, enquanto as crianças assistiam às aulas.

As imagens que se seguem retratam momentos que podem chocar. Pessoas e equipas de resgate trabalham após um ataque israelita a uma escola em Minab, Irão
Abbas Zakeri/Mehr News/WANA via Reuters

A escola fica perto do que parece ser uma instalação militar, de acordo com imagens de satélite e material de fontes abertas. Um funcionário iraniano, que falou sob condição de anonimato para discutir informações confidenciais, disse que a escola ficava perto de um “pequeno centro médico”. Quando questionado se havia uma base dos Guardas da Revolução na cidade, o responsável não confirmou nem negou, mas disse que não seria incomum que houvesse.

Um vídeo gravado por transeuntes e verificado pelo The Post mostra uma multidão frenética reunida em torno da escola após o ataque. Vidros estilhaçados e paredes desmoronadas cobriam o chão. Um lado do edifício parecia ter quase desabado, com fumo a subir dos escombros. Imagens adicionais divulgadas pela comunicação social iraniana mostraram mochilas aparentemente manchadas de sangue e uma fileira do que pareciam ser cadáveres em sacos mortuários.

Em resposta às notícias do ataque que atingiu a escola, o comandante da Marinha e porta-voz do Comando Central dos EUA, Tim Hawkins, disse ao The Post que os militares estavam “cientes das notícias relativas a danos civis resultantes das operações militares em curso”. E garantiu: “Levamos estas notícias a sério e estamos a investigá-las.”

Hawkins acrescentou que “a protecção dos civis é de extrema importância e continuaremos a tomar todas as precauções disponíveis para minimizar o risco de danos não intencionais. Ao contrário do Irão, nunca atacamos — e nunca atacaremos — civis”.

Ao final do primeiro dia dos ataques dos EUA e Israel ao Irão, o número total de vítimas chegou a 201 mortos e 747 feridos em 24 províncias, de acordo com a emissora estatal iraniana, citando números da Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano. O The Post não conseguiu verificar de forma independente esses relatos de vítimas.

Minab fica no Sul do Irão, perto da rota marítima estratégica do estreito de Ormuz. No momento do ataque à escola, as aulas estavam a decorrer, já que a semana lectiva no Irão começa no sábado, de acordo com o costume islâmico.

O ataque provocou indignação generalizada no Irão e em todo o mundo. Num protesto na cidade de Nova Iorque, Aisha Jukaku, uma moradora de Manhattan de 41 anos, disse que correu para a Times Square depois de ver notícias sobre o bombardeio de uma escola no Irão. “Estou revoltada por entrarmos noutra guerra”, disse Jukaku, uma indo-americana muçulmana.

Numa publicação no X, a vencedora do Prémio Nobel da Paz Malala Yousafzai disse que estava “desolada e chocada” com o ataque. “Eram meninas que iam à escola para aprender, com esperanças e sonhos para o futuro. Hoje, as suas vidas foram brutalmente ceifadas.” Com Tim Craig, Alex Horton, Imogen Piper, Meg Kelly, Jarrett Ley, Evan Hill, Heba Farouk Mahfouz e Simon Ducroquet. O PÚBLICO actualizou o balanço das vítimas na escola, segundo dados iranianos.


Exclusivo PÚBLICO/The Washington Post

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