O facto de se esconderem por trás de avatares animados deu-lhes desde o início total liberdade de movimentos. Podiam ser o que quisessem, onde quisessem, expandindo o seu universo livremente em qualquer direcção. 2-D, Murdoc, Noodle e Russel tornaram-se assim saltimbancos mundo fora, coleccionando sons e parceiros musicais, construindo os Gorillaz como banda a unir pontos dispersos à volta do globo. Tal nunca iludiu o factor decisivo: Damon Albarn é o orquestrador de tudo, com Jamie Hewlett a dar corpo visual às ideias musicais, e foi fazendo da banda um espaço de comentário e reflexão sobre o momento presente — as sombras trazidas pelo pós-11 de Setembro e pela desastrada e trágica reacção dos Estados Unidos no Afeganistão e Iraque em Demon Days (2005), o colapso ambiental em Plastic Beach (2010). Também é assim com o nono álbum dos Gorillaz, The Mountain. Mas, neste caso, o disco é reflexo de perdas pessoais. Nunca a música de um país foi tão central. O álbum é, como habitualmente, diverso, mas atravessado pela presença dos instrumentos indianos (a sitar, a tambura, o sarod, o bansuri, as tablas).
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