O nome não o disse, mas o alvo de todo o discurso de Luís Montenegro aos conselheiros nacionais do PSD não deixou margem para dúvidas: Pedro Passos Coelho. Depois das aparições das últimas semanas do antigo primeiro-ministro e das críticas que este fez à estratégia do actual Governo, o líder do PSD anunciou eleições directas no próximo mês de Maio: “Se houver caminho alternativo e diferente, que seja apresentado.”
Logo na abertura do discurso, vieram as primeiras frases que permitiam a leitura de que Luís Montenegro não tem andado desatento às críticas que têm sido feitas pelo antigo primeiro-ministro.
Falando na circunstância de o partido precisar de ser “a referência da estabilidade” e a “a referência do reformismo”, Montenegro defendeu que é pelo caminho que o Governo tem vindo a seguir que tem sido possível “fortalecer a estabilidade económica e financeira do país” para responder a adversidades causada pelos fenómenos climáticos ou pela instabilidade internacional.
“Eu não tenho dúvidas de que o PSD está muito imbuído deste espírito, não me passa pela cabeça que assim não seja”, continuou, para vincar que, “aqui ou acolá, muitos tentam desvirtuar” o caminho que vem sendo trilhado. É normal que “alguns o façam, nomeadamente as oposições”, disse Montenegro, mas completou em seguida: “Mas acho que nós no PSD não devemos ter dúvidas”.
“Podemos ter algumas divergências, podemos ter a intenção de ajudar ou incentivar a irmos ainda mais longe e fazermos ainda melhor, mas não podemos ter dúvidas sobre o caminho que estamos a trilhar”, atirou. A primeira farpa estava colocada.
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