O Departamento de Justiça dos Estados Unidos deverá divulgar, nos próximos dias, milhares de novos documentos sobre o caso Epstein. O Wall Sreet Journal dá conta que entre os milhares de ficheiros que ainda não vieram a público estão aqueles que incluem alegações de má conduta sexual de Donald Trump feitas por uma mulher ao FBI, em 2019, mas que nunca chegaram a ser verificadas.
Fonte do Departamento de Justiça disse ao jornal que “47.635 ficheiros [do caso Epstein] estão offline para análise adicional e devem estar prontos para reprodução até ao final da semana”.
A garantia foi dada depois de o Wall Street Journal ter averiguado que os serviços da Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, retiveram mais de 40 mil documentos dos ficheiros Epstein, incluindo documentos do FBI que detalhavam alegações contra Trump.
De acordo com o jornal, os ficheiros retidos incluíam notas do FBI que documentavam uma série de entrevistas que esta mulher não identificada deu a agentes federais em 2019 (ano em que Epstein voltou a ser detido e se suicidou antes de ir a julgamento), nas quais alegava ter sido vítima de abusos do Presidente Donald Trump e de Jeffrey Epstein quando era menor de idade (teria 13 anos).
De acordo com as cópias de documentos analisadas pelo jornal, estes abusos sexuais terão acontecido na década de 1980.
Embora o Departamento de Justiça tenha incluído entre os mais de três milhões de documentos libertados em Janeiro um resumo das alegações desta mulher, ficaram por divulgar outros três formulários relacionados com o seu testemunho, incluindo as entrevistas nas quais ela se referiu a Donald Trump, explica o Wall Street Journal.
O Departamento de Justiça não explicou o motivo pelo qual reteve estes arquivos, mas anunciou na semana passada que estava a rever vários documentos do espólio de Epstein para ver se algum teria sido “marcado indevidamente” e rejeitou estar a ocultar qualquer informação.
Bill Gates vai ser ouvido no Congresso
Enquanto isso, o Congresso continua a tentar perceber se várias figuras poderosas que mantiveram relações com Epstein o ajudaram ou ignoraram as suas actividades criminosas, ou se foram cúmplices dos abusos sexuais que cometeu ao longo de vários anos.
O fundador da Microsoft, Bill Gates, que recentemente reconheceu ter tido duas relações extraconjugais durante o casamento com Melinda, mas que garantiu nunca ter feito, nem visto, “nada de ilícito” durante a sua amizade com Jeffrey Epstein, vai ser ouvido no Congresso.
Tal como os Clinton, que recentemente foram ouvidos pela Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes a propósito da sua ligação a Epstein, os congressistas querem agora explicações de Gates, que já admitiu ter-se encontrado várias vezes com o pedófilo condenado, considerando que “foi um grande erro”.
“Embora nunca tenha testemunhado ou participado em qualquer acto ilegal de Epstein, [Bill Gates] está ansioso por responder a todas as perguntas da comissão para apoiar a sua missão”, disse um porta-voz do fundador da Microsoft, citado pela CNBC.
Além de Gates, o presidente da Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes, James Comer (republicano do Kentucky), enviou cartas ao milionário Leon Black, co-fundador da Apollo Global Management, que foi um dos maiores clientes financeiros de Epstein, e à conselheira geral da Goldman Sachs, Kathryn Ruemmler.
Ruemmler, que foi conselheira jurídica da Casa Branca durante a Administração Obama, recebeu vários presentes de elevado valor do criminoso sexual, incluindo uma mala Hermès avaliada em cerca de 9.400 dólares.
A porta-voz da advogada afirmou que Ruemmler “está grata pela oportunidade” de ser ouvida pelos congressistas. Na altura em que interagiu com Jeffrey Epstein, “era advogada criminalista e partilhava um cliente com ele”, mas “não fez nada de errado, nem tinha conhecimento de qualquer actividade criminosa”, disse a porta-voz, citada pela Reuters.
Quanto a Leon Black, que também disse não ter conhecimento dos crimes de Epstein, demitiu‑se do cargo de diretor‑executivo da Apollo em 2021 depois de uma firma de advogados externa, contratada pela própria Apollo, ter concluído que pagou milhões de dólares a Epstein por aconselhamento financeiro.
Sabe-se também que o secretário do Comércio dos EUA, Howard Lutnick, aceitou testemunhar no Congresso sobre as suas ligações ao pedófilo.
Lutnick, que, segundo o Guardian, foi vizinho de Epstein durante muitos anos, visitou com a família a ilha privada onde muitos dos crimes foram cometidos, mas tem dito que praticamente não tinha relação com ele.
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