Houve um tempo em que, para sobreviver, a espécie humana teve de ser violenta. A fome, o frio, o território e a ameaça exigiam a força bruta como condição de existência. A violência não era uma escolha ética, antes um imperativo da biologia. Mas o que um dia foi imposto pela sobrevivência é agora aquilo que nos pode destruir. Edgar Morin compreendeu como poucos esta inversão: a espécie que sobreviveu porque foi agressiva só sobreviverá se deixar de o ser. Nesse sentido, exercer violência é sempre um ato profundamente reacionário.
O contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com





