Portugal tem novo duas estrelas Michelin: Fifty Seconds. Eleven perde estrela

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Portugal tem um novo duas estrelas Michelin: o Fifty Seconds, do chef Rui Silvestre (Lisboa). O anúncio da subida do uma estrela para a categoria seguinte foi recebido com entusiásticos aplausos pela sala do Savoy Palace, no Funchal, Madeira, onde perto de 500 pessoas assistiram à terceira Gala do Guia Michelin Portugal.

Rui Silvestre, claramente comovido, agradeceu ao guia e ao Sana, “um grupo que quer crescer e me escolheu a mim”, à sua equipa – “isto é vosso”, disse – e à mulher, pelo “apoio incondicional”, e às filhas. O Fifty Seconds é o restaurante da Torre Vasco da Gama, complementar ao hotel Myriad by Sana.

Outra grande novidade da noite foi o facto de a mudança de nome e de localização não ter afectado as duas estrelas de Henrique Sá Pessoa – já não se chama Alma, tem agora o nome do próprio chef, e já não é no Chiado mas na zona do Jardim das Amoreiras – os inspectores da Michelin consideraram que o restaurante deve manter a distinção que já tinha conquistado. Não arriscamos dizer que é inédito, mas é certamente um caso muito pouco habitual, sobretudo porque a abertura do novo Henrique Sá Pessoa (que mantém também os menus que tinha no Chiado) aconteceu no final de Fevereiro, a poucas semanas da gala.

Todos os restaurantes com duas estrelas mantiveram-nas. São eles: Antiqvvm (Vitor Matos, Porto) , Alma (Henrique Sá Pessoa, Lisboa), Belcanto (José Avillez, Lisboa), Casa de Chá da Boa Nova (Rui Paula, Leça da Palmeira), Il Gallo d’Oro (Benoît Sinthon, Funchal), Ocean (Hans Neuner, Alporchinhos), The Yeatman (Ricardo Costa, Vila Nova de Gaia), Vila Joya (Dieter Koschina, Albufeira).

Da Gala do Guia Michelin, que desta feita está a decorrer no Funchal, no Savoy Palace, saíram já dez novos restaurantes com uma estrela Michelin, além de 34 novos restaurantes recomendados e apenas dois Bib Gourmand, distinção para a relação qualidade-preço. Já a lista de mesas com duas estrelas mantém-se inalterada.

Pela primeira vez, foi atribuído na Península Ibérica o prémio Abertura do Ano, destacou a apresentadora da gala, Daniela Ruah. Foi para o Table do JNcQuoi, em Lisboa, pelo chef Filipe Carvalho, que também entrou para a lista dos recomendados.

O Eleven, de Joachim Koerper, o restaurante da Herdade do Esporão e o Al Sud perderam as estrelas. No caso dos dois últimos, a perda era esperada, dado que o chef Carlos Teixeira anunciara a saída e os responsáveis do Esporão tinham admitido uma mudança de rumo, afastando-se do conceito de fine dining. No Al Sud, a saída do chef Louis Anjos, terá também ditado a decisão dos inspectores da Michelin.

Novos 1 estrela

São dez novos restaurantes com uma estrela – e neste grupo destaca-se o aumento dos estrelados no Porto (quatro novos) e um dos momentos mais emocionantes da noite, a dupla vitória de dois chefs que formam um casal, Tiago Bonito e Angélica Salvador. “Estou feliz ao quadrado”, disse a chef quando subiu ao palco, antes de lançar um “galera, temos a nossa estrela”, dirigido à sua equipa.

A lista final coincidiu quase completamente com as especulações que corriam antes da gala. Alguns dos nomes mais falados eram precisamente o da Cozinha do Paço, do Éon, Kappo e Largo do Paço – sendo que neste caso, Francisco Quintas recuperou a estrela para um restaurante que a tinha perdido em 2023. Mas o chef teve uma noite em grande, porque foi distinguido também como Jovem Chef 2026.

O Prémio Especial Serviço foi para Adácio Ribeiro, Vila Foz, Porto. Carlos Monteiro (Casa de Chá da Boa Nova (Leça da Palmeira) recebeu o Prémio Sommelier.

Os novos uma estrela são:

  • Cozinha do Paço, Afonso Dantas, Évora
  • Alameda, Rui Sequeira, Faro
  • DOP, Rui Paula, Porto
  • Eon, Tiago Bonito, Porto
  • Gastro by Elemento, Ricardo Dias Ferreira, Porto
  • InDiferente, Angélica Salvador, Porto
  • Kappo, Tiago Penão, Cascais
  • Largo do Paço, Francisco Quintas, Amarante (Casa da Calçada)
  • Mapa, David Jesus, Montemor-o-novo (L’And)
  • Schistó, Vítor Matos com Vítor Gomes, Régua

2 estrelas

Os novos restaurantes recomendados

A colheita dos Bib Gourmand, restaurantes que têm uma “cozinha de qualidade a preços moderados”, soube a pouco, são apenas dois os que entram para a lista: Mesa 15 de Petr Kiss (Leiria) e Taberna Sakra, de Hugo China Ferreira (Alverca do Alentejo). Já os novos Recomendados somam 34 (em 2025 tinham sido 35), espalhados por todo o território continental, mas deixando de fora as ilhas, e com uma representação significativa do Algarve.

  • 1638 restaurante by Nacho Manzano (Vila Nova de Gaia)
  • Atrevo, de Rita Magro (Porto)
  • Austa, de David Barata (Almancil)
  • Authentic, de Ricardo Luz (Almancil)
  • Broto, de Pedro Pena Bastos (Lisboa)
  • Bistrô Severo, Tiago Bonito, Porto
  • Cafezique, de Leandro Araújo (Loulé)
  • Camilo, de Diogo Manuel Ribeiro Coimbra (Porto)
  • Coral, de Diogo Pereira (Porches)
  • Cozinha das Flores, de Nuno Mendes (Porto)
  • Cozinha do Douro, de José Maria Gomes (Lamego)
  • DeRaiz, de Nuno Fontes (Rebordinho)
  • Duo Gastro Theater, de Catarina Lonteiro e Leandro Silva (Portimão)
  • Essences, de Ferran Arnau (Lousã)
  • Forno da Telha, de Miguel Rocha Vieira (Évora)
  • Intemporal, de António Simões (Paço de Arcos)
  • Izakaya Japanese Cuisine, de Rubem Mesquita (Porto)
  • JcCQuoi Fish, Filipe Carvalho (Lisboa)
  • JncQuoi Table, Filipe Carvalho (Lisboa)
  • Liz, Daniel Carvalheira (Porto)
  • Manjar dos Leitões, Evaristo Martins (Póvoa do Varzim)
  • Maré, de José Avillez e Filipe Pina (Cascais)
  • Mercantel, de Cristiano Barata (Aveiro)
  • Mesa Farta, de João Viegas (Tavira)
  • Mitsu Shinyu Koike e Kshetri Raju (Lisboa)
  • O Manel, de Manuel de Oliveira (Nogueira)
  • Omakase Wa, de Ashik Yonjan (Lisboa)
  • Pearl, de João Silva e Domingos Câmara (Faro)
  • Quinta do Quetzal, de João Mourato (Vidigueira)
  • Refeitr, de João França (Coimbra)
  • Salta, de Thomaz Salema Reis (Lisboa)
  • Santa Joana, de Bruno Antunes, Maurício Varela e Nuno Mendes (Lisboa)
  • Sult Cascais, de Nelson Soares (Cascais)
  • Tasco da Ilda, de Madalena Dias (Azambuja)

As novas estrelas verdes

Com A Cozinha do Paço, do chef Afonso Dantas, em Évora (restaurante integrado no projecto Fita Preta, do produtor de vinho António Maçanita), Portugal passa a ter sete estrelas Verdes. A estrela Verde “não é uma distinção”, antes “representa um impulso para promover o diálogo entre restaurante com o objectivo de inspirarem-se mutuamente”, explicou Daniela Ruah, lendo o texto de explicação da Michelin. Este estatuto da estrela Verde – que foi alterado em 2025 – significa que não é entregue uma estatueta física a quem a recebe.

Para deixar claro que os restaurantes que já tinham a estrela a mantêm, subiram ao palco os representantes do Encanto (Lisboa), Herdade do Esporão (Reguengos de Monsaraz), Il Gallo d’Oro (Funchal), Malhadinha Nova (Albernoa, Beja), Mesa de Lemos (Silgueiros) e Ó Balcão (Santarém).

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