Ministra do Ambiente admite preocupação com aumento do preço do gás, principalmente para a indústria

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A ministra do Ambiente e da Energia admitiu, nesta terça-feira, que a sua maior preocupação é o aumento do custo do gás, principalmente para as indústrias que dele dependem, quando questionada sobre as medidas do Governo para fazer face à escalada de preços da energia, desencadeada pela guerra no Médio Oriente.

“Estamos a preparar uma série de cenários, a analisar legislação europeia que existe em relação ao gás e ao preço da electricidade. Em relação ao preço dos combustíveis líquidos, do petróleo, o que há a fazer já foi feito, com o desconto no ISP [imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos]”, afirmou Maria da Graça Carvalho, em declarações ao PÚBLICO, em Guimarães.

Quanto ao gás, a ministra lembrou que, se existir um aumento de cerca de 70% do preço, passa a ser considerada uma emergência energética “e a União Europeia dá aos Estados-membros a possibilidade de poder proteger as suas empresas, os seus consumidores, sem legislação adicional”.

Apesar de ser afectado pela subida de preços num mercado global, Portugal não importa petróleo das regiões do Médio Oriente, mas do Brasil, Nigéria, Estados Unidos e Argélia. Também na electricidade, o país está “relativamente bem protegido”, em comparação a outros Estados europeus, por ter uma grande produção de electricidade renovável.

“O que me preocupa mais é o gás para a produção industrial, mais até do que o próprio mercado eléctrico, porque há sectores vitais em Portugal, como o do vidro e da cerâmica, que precisam de gás para a sua produção e que sofreram há bem pouco tempo o efeito das tempestades”, vincou Maria da Graça Carvalho, lembrando que “o gás está neste momento muito dependente da Rússia e dos países do Médio Oriente”.

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