O Irão não vai ao Mundial de futebol deste Verão organizado em conjunto por EUA, Canadá e México “em nenhuma circunstância”. Foi essa a declaração de intenções feita nesta quarta-feira por Ahmad Donyamali, ministro iraniano do desporto, cerca de duas semanas depois do início de uma ofensiva conjunta dos EUA e de Israel sobre o território e que provocou a morte do Ayatollah Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica, já substituído pelo filho Mojtaba Khamenei.
“Considerando que este regime corrupto assassinou o nosso líder, em nenhuma circunstância podemos participar no Mundial. As nossas crianças não estão seguras e não há condições para a nossa participação. Dadas as acções maliciosas contra o Irão, forçando-nos a duas guerras nos últimos oito ou nove meses, e tendo matado e martirizado milhares dos nossos, não podemos estar presentes”, declarou Donyamali na televisão estatal iraniana, citado pelas agências internacionais.
Estas palavras de Donyamali surgem na sequência de uma mensagem de Gianni Infantino, presidente da FIFA, nas redes sociais, em que garantia todas as condições para a selecção iraniana estar no Mundial, depois de um encontro com Donald Trump, presidente dos EUA. “Também falámos sobre a situação do Irão […]. Durante a discussão, o presidente Trump reiterou que a equipa iraniana é, naturalmente, bem-vinda nos EUA”, escreveu Infantino, antes de voltar a agradecer a Trump pelo apoio na organização do Mundial: “Precisamos de um evento como o Mundial mais do que nunca para unir as pessoas e agradeço ao presidente Trump o seu apoio.”
O Irão foi das primeiras selecções a garantir o lugar no Mundial das Américas, a 25 de Março, como vencedor do Grupo A na terceira ronda das qualificações asiáticas – o Mundial de 2026 seria a sétima participação iraniana na fase final do torneio, a quarta consecutiva desde 2014. No sorteio da fase final, os iranianos ficaram integrados no Grupo G, com Bélgica, Egipto e Nova Zelândia e iriam disputar dois jogos em Inglewood (Califórnia) e um em Seattle. Se se qualificassem em segundo do grupo iriam cruzar na fase a eliminar com o segundo do Grupo D, que poderia ser os EUA.
Sem Irão, a questão que se coloca é, quem será o seu substituto no Mundial? O regulamento da FIFA não define nenhuma linha de sucessão nestes casos, reservando a decisão para si própria, sendo certo que o Irão, confirmando-se esta ausência, estará sujeito a pagar uma multa de 250 mil francos suíços ao organismo presidido por Gianni Infantino – seria o dobro se fosse a menos de um mês do início do Mundial.
A lógica do equilíbrio continental faz com que o maior candidato à vaga do Irão seja o Iraque, que irá participar no play-off intercontinental – como cabeça de série, estará isento da primeira ronda e irá defrontar, a 31 de Março, o vencedor do Bolívia-Suriname. Se os iraquianos ficarem com a vaga directa, quem avança para o lugar asiático deste play-off serão os Emirados Árabes Unidos, derrotados pelos iraquianos numa eliminatória a duas mãos.
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