A Meta, empresa liderada por Mark Zuckerberg, que gere o Facebook, o Instagram e o WhatsApp, revelou esta quarta-feira um novo pacote de ferramentas destinadas a combater a crescente sofisticação das burlas na Internet. O foco principal destas acções recai sobre a utilização de inteligência artificial para detectar fraudes que utilizam abusivamente a imagem de figuras públicas e a introdução de novos mecanismos de segurança nas aplicações de mensagens.
As burlas conhecidas como “celeb-bait”, em que criminosos utilizam rostos conhecidos para dar credibilidade a esquemas fraudulentos, são um dos principais alvos. Segundo o comunicado da Meta, os novos sistemas de inteligência artificial conseguem analisar múltiplos sinais, incluindo texto e contexto das imagens, para identificar padrões enganosos com maior rapidez e precisão. Esta tecnologia promete também detectar sites que tentam imitar páginas oficiais de marcas conhecidas, protegendo os compradores de eventuais perdas financeiras.
Segurança nas mensagens
No WhatsApp, uma das actualizações mais relevantes prende-se com a protecção das contas. A plataforma passará a emitir alertas sempre que detectar sinais de que alguém está a tentar associar a conta de uma pessoa a um novo dispositivo de forma suspeita. De acordo com a empresa, estes avisos surgem quando há pedidos de ligação de dispositivos através de códigos ou de leitura de códigos QR em contextos que fujam à norma, permitindo que quem navega na aplicação possa travar o acesso antes que este se concretize.
O Messenger do Facebook também verá reforçadas as capacidades de detecção de comportamentos maliciosos. A ferramenta de segurança, que está a ser alargada a mais países, identifica padrões típicos de esquemas de falsas ofertas de emprego. Nestes casos, o sistema emite um aviso e sugere o bloqueio do contacto suspeito.
Verificação de anunciantes e acção policial
O combate às burlas estende-se ao modelo de negócio da publicidade. O objectivo anunciado da Meta é que, até ao final de 2026, cerca de 90 por cento das receitas publicitárias provenham de anunciantes verificados. Este processo de verificação será obrigatório para categorias consideradas de alto risco, funcionando como uma camada adicional de transparência para evitar que entidades fraudulentas consigam promover conteúdos nas redes sociais.
Além das ferramentas tecnológicas, a Meta destaca a colaboração com as autoridades, que, garante, tem sido fundamental para desmantelar redes criminosas. No último ano, a Meta garante ter removido mais de 159 milhões de anúncios que violavam as políticas de segurança e desactivou cerca de 10,9 milhões de contas ligadas a centros de burlas. Uma operação recente, realizada em conjunto com o FBI e a polícia tailandesa, resultou na desactivação de 150 mil contas e na detenção de 21 suspeitos.
Segundo a nota de imprensa da tecnológica, a eficácia desta luta depende da partilha de informações. Através do programa FIRE (Fraud Intelligence and Reciprocal Exchange), a empresa tem conseguido identificar grupos criminosos que operam em várias plataformas em simultâneo, incluindo redes de aplicações de encontros e de criptomoedas.
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