Versões genéricas dos famosos medicamentos Ozempic e Wegovy, da farmacêutica dinamarquesa Novo Nordisk, poderiam ser vendidas por menos de três dólares (cerca de 2,59 euros) por mês, mostrou um novo estudo, ressaltando o potencial para ampliar o acesso global a estes medicamentos poderosos para a perda de peso.
O semaglutido injectável genérico, o principal ingrediente de ambos os medicamentos de grande sucesso, poderia custar entre 28 e 140 dólares (cerca de 24 e 121 euros) por ano – o que corresponde a entre menos de três e cerca de 12 dólares por mês (entre 2,59 e dez euros por mês) –, de acordo com investigadores da Universidade de Liverpool, no Reino Unido.
Em contrapartida, o preço de tabela da Novo Nordisk nos Estados Unidos é de 1027,51 dólares (cerca de 887 euros) para o Ozempic e 1349 dólares (1164 euros) para o Wegovy por embalagem, embora a empresa se tenha comprometido a reduzir ambos para 675 dólares (583 euros) a partir de 1 de Janeiro do próximo ano. Os preços directos ao consumidor são mais baixos, com a maioria das doses do Wegovy a custarem nos EUA cerca de 349 dólares (301 euros) por mês – em Portugal, o medicamento para o tratamento da obesidade Wegovy tem um custo de até cerca de 244 euros por mês.
Genérico nos principais mercados este ano
O Ozempic genérico deve surgir nos principais mercados, da Índia e Brasil à China e Canadá, este ano, remodelando o sector nesses países. Analistas prevêem que uma guerra de preços acabará por reduzir o custo mensal para 15 dólares (cerca de 13 euros) para os pacientes em alguns países.
As empresas poderiam vendê-lo por um preço ainda mais baixo, afirmaram os investigadores. O estudo foi divulgado recentemente numa plataforma de pré-impressão e ainda não foi publicado numa revista científica nem revisto por pares.
“Isso permite um tratamento em escala muito maior”, disse Andrew Hill, investigador visitante da Universidade de Liverpool, que ajudou a liderar o estudo. “O preço baixo dá aos países a visão de tratar toda a sua população.”
Os investigadores calcularam o custo analisando os registos de remessas para 2024 e 2025 dos principais ingredientes usados para fabricar o semaglutido e estimaram os custos de produção, incluindo embalamento, impostos e lucro. Os métodos são semelhantes aos que uma equipa diferente de investigadores utilizou em 2024 para descobrir que o Ozempic poderia ser produzido de forma rentável por menos de cinco dólares (quatro euros) por mês.
A equipa de Andrew Hill descobriu que as versões orais do medicamento seriam mais caras do que as injecções, custando entre 186 e 380 dólares (cerca de 161 e 328 euros) por ano. Para as versões injectáveis, o ingrediente do medicamento em si representava uma pequena fracção do custo, tendo a equipa estimado que as canetas de injecção representavam 30 cêntimos a 2,50 dólares (cerca de dois euros) por dispositivo.
O nível de acessibilidade ao semaglutido genérico “dependerá em grande parte da produção em massa de dispositivos de baixo custo”, escreveram os investigadores. A equipa queria tornar as suas descobertas públicas o mais rápido possível, de forma a dar mais visibilidade às autoridades de saúde enquanto negociam os preços dos genéricos do semaglutido, disse Andrew Hill.
Além dos dez países onde o semaglutido perde a protecção de patente este ano, a equipa identificou mais 150 nações sem nenhum pedido de patente. Isso significa que o semaglutido genérico poderia estar disponível em 160 países que abrigam 69% dos pacientes com diabetes de tipo 2 e 84% das pessoas com obesidade, revelaram os investigadores.
Exclusivo PÚBLICO/The Washington Post
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