Frederico Varandas foi reconduzido neste sábado como presidente do Sporting, ao vencer de forma clara as eleições do clube “leonino”, com 89,47%, contra 6,28% de Bruno “Sá” Sorreluz. O antigo director-clínico dos “leões” vai, assim, cumprir um terceiro mandato como presidente do clube de Alvalade, ele que foi eleito pela primeira vez em 2018 – se cumprir este mandato até ao fim, em 2030, passa a ser o segundo presidente com mais tempo no cargo, apenas superado por João Rocha, que liderou o Sporting durante 13 anos (1973-1986).
Não foram as eleições mais concorridas da história do clube – essa distinção continua a pertencer ao escrutínio de 2018, com 22.400 sócios votantes –, mas foram as terceiras mais participadas de sempre. Estavam habilitados a votar mais de 75 mil sócios, votaram 18.268, entre os que estiveram no Pavilhão João Rocha e os que votaram por correspondência, e deram uma vitória em toda a linha a Varandas, com maiorias claras em todos os órgãos sociais.
E Bruno Sá, empresário dono do “Cantinho do Sá”, restaurante localizado nas imediações de Alvalade, não teve uma votação muito expressiva para poder marcar uma posição tendo em vista futuras eleições. Contra ele teve o ciclo vitorioso que o clube atravessa a nível desportivo (no futebol e não só) e a saúde financeira – e não ajudou o facto de ter anunciado a candidatura há cerca de um mês.
Como o Sporting é um clube que premeia a antiguidade dos sócios com mais votos em actos eleitorais, não é um sócio/um voto. Assim, Varandas teve 12.897 sócios a votar nele (67.106 votos), enquanto Bruno Sá não chegou aos mil votantes – 919 votantes e 4710 votos.
Na altura do anúncio dos votos, houve alguma confusão quanto aos números, uma discrepância entre o que tinha sido anunciado após o fecho das urnas e o número oficial dado por João Palma, presidente da Mesa da Assembleia Geral – a diferença era de quatro mil votos. João Palma explicou que, na contagem, não foram considerados quatro mil dos cerca de seis mil votos por correspondência por irregularidades, mas que entram na conta dos números de votantes.
Tal como acontecera nas eleições há quatro anos, em que Varandas teve 85% dos votos face a dois candidatos, a sua condição como presidente com mais títulos no futebol profissional foi determinante na escolha dos sócios sportinguistas – em oito anos, o Sporting foi três vezes campeão, ganhou duas vezes a Taça de Portugal, três vezes a Taça da Liga e uma vez a Supertaça. Bem diferente do que aconteceu nas primeiras eleições com Varandas no boletim – ganhou com 42,32% dos votos, tendo como principais adversários João Benedito (36,84%) e José Maria Ricciardi (14,55%).
Os órgãos sociais eleitos para os próximos quatro anos são essencialmente iguais aos do mandato que agora termina. Os nomes do Conselho Directivo são os mesmos, mas a MAG terá um novo presidente – Paulo Jorge Cabral, até agora vice-presidente, passa a presidente, substituindo no cargo João Palma. Quanto ao Conselho Fiscal e Disciplinar, mantém-se o presidente, João Teives, muda o vice-presidente.
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