Um para o Arouca, dois para o Benfica. Jogo animado, globalmente bem jogado, com dinâmicas tácticas interessantes e com emoção. Em geral, houve neste sábado uma boa noite de futebol em Arouca, num triunfo “encarnado” para a I Liga que permite deixar a luta pela Liga dos Campeões perfeitamente viva.
O empate que se verificava até aos 90+5′ acabava por ser um resultado que se enquadrava no jogo. O Benfica quis mais? Sim – e dominou globalmente o jogo. Mas, em rigor, o Arouca acabou por ter mais lances de perigo e acabou a partida com mais golos esperados (2,65 contra 2,11). Foi Ivanovic a decidir a partida com um bom golo. Já lá vamos.
O jogo, que não teve Mourinho no banco, começou praticamente com o golo do Arouca, com um penálti aos 5’. A bola bateu no braço de António Silva e o VAR chamou o árbitro para analisar o lance – penálti convertido por Barbero.
Este lance nasceu de um movimento entre linhas que foi repetido até à exaustão. Já tinha acontecido aos 2’, aconteceu neste lance aos 4’ e voltou a acontecer aos 12’, aos 25’, aos 38’ (aqui deu muito perigo) e aos 45+3’.
A receita era relativamente simples: construção baixa pelo guarda-redes com os centrais abertos e os dois médios baixavam em simultâneo. A ideia era atraírem as marcações de Ríos e Barreiro e os médios do Benfica caíam sempre nesse engodo. Sobrava, depois, um terceiro médio do Arouca que recebia atrás da dupla do Benfica e tinha espaço para rodar, correr e decidir.
Este desenho também era permitido pelas movimentações dos atacantes, que esticavam o suficiente na frente para não permitirem aos centrais “encarnados” reduzirem o espaço entre linhas.
Do lado benfiquista o jogo tinha apenas duas vertentes, já que o ataque posicional estava “empenado”. Uma das alternativas era o ataque ao espaço através dos movimentos de Rafa – aconteceu aos 9’, aos 22’ e aos 45+4’. A outra era atrair o Arouca a um lado e criar condições para virar rapidamente e activar Schjelderup no um contra um.
A defesa a quatro de Vasco Seabra facilitava isso – o técnico resistiu a uma defesa a cinco, mais larga, que inibisse os alas do Benfica –, bem como o bom apoio de Djouahra, que ajudava muito nas coberturas a Lukebakio, algo que não acontecia no lado de Schjelderup. Houve até um par de momentos de dois contra dois com Dahl que deram uma jogada de perigo, algo que do lado de Djouahra aconteceu menos – o ala até aparecia mais recuado do que o lateral Kuipers no mapa de posicionamento médio.
Ao intervalo poderá ter havido alguma correcção por parte do Benfica, já que logo aos 47’ Ríos e Barreiro abdicaram da pressão e o espaço entre linhas não foi entre eles e a defesa, mas entre eles e o ataque – e o Arouca criou por essa zona um lance de perigo.
Aos 49’, após um canto, o um contra um de Lukebakio não teve ajuda de Djouahra, que tinha ficado do lado oposto. Coincidência ou não, o belga conseguiu criar perigo e ganhar o canto que deu golo de Ríos: cruzamento de Schjelderup e cabeça do colombiano sem sequer precisar de saltar.
O norueguês continuava a ser o jogador mais capaz do Benfica, também porque continuava a ser dado “de borla” pelo Arouca: raramente apostavam no dois contra um e confiavam em Diogo Monteiro para tentar suster o ala.
O passar dos minutos foi baixando a equipa do Arouca e o Benfica, que jogou com muito ataque ao espaço, foi ficando com menos… espaço. Os “encarnados” acabaram por lançar dois pontas-de-lança, enquanto o Arouca conseguia transições com lances de perigo – e até terminou o jogo com mais golos esperados, com dois bons lances perdidos por Nandín.
A entrada de avançados não trouxe nada especialmente útil ao Benfica, cujo futebol passou a ser algo rudimentar e focado em momentos individuais sem nexo – Ivanovic no corredor também continua a não ser uma aposta especialmente virtuosa, em parte porque o croata não é especialmente virtuoso. Até que o jogador apareceu na área, onde mais sentido faz, e desenhou um bom remate cruzado a um cruzamento de Prestianni, definindo o triunfo do Benfica.
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