Portugal faz história e vence o Rugby Europe Championship

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Antes do arranque da final do Rugby Europe Championship (REC) 2026, Simon Mannix, técnico neozelandês que comanda a selecção portuguesa há dois anos, disse que a história estava contra Portugal: desde Fevereiro de 2005 que a Geórgia não era batida pela selecção portuguesa. Porém, completando um percurso que roçou a perfeição na principal competição organizada pela Rugby Europe, os “lobos” voltaram a fazer história. Com algumas baixas importantes e uma equipa repleta de jovens, Portugal foi quase sempre superior aos georgianos na final e, com um ensaio a sete minutos do fim, conseguiu uma merecida vitória (19-17) e a conquista do REC 2026.

A ano e meio de disputar pela terceira vez um Campeonato do Mundo, Portugal volta a ser notícia pelos melhores motivos no râguebi europeu. E mais do que isso: mostra ter equipa para repetir no Austrália 2027 a excelente imagem que deixou no França 2023.

Sem uma das suas peças mais importantes (Samuel Marques, um dos líderes da equipa, está lesionado) e com Raffaele Storti de fora – Mannix tem privilegiado “pontas” polivalentes e optado por ter apenas dois três-quartos no banco -, Portugal atacou a final do REC com os mesmos 23 jogadores que tinham derrotado a Espanha, fazendo apenas uma alteração: Manuel Cardoso Pinto entrou no “XV” e Simão Bento foi para o banco.

Mannix, mantinha assim a aposta na juventude, colocando de início em campo vários jogadores com menos de 23 anos: Luís Lopes, António Prim, José Monteiro, Hugo Camacho, Domingos Cabral e Manuel Vareiro.

Do outro lado, tendo 12 jogadores no “XV” que competem nos campeonatos profissionais franceses, a Geórgia surgia na final de Leganés como favorita, mas o início da partida mostrou que, ao contrário das outras partidas que disputaram no REC 2026, desta vez os georgianos não teriam um passeio.

Apesar da boa entrada na partida, Portugal não conseguiu traduzir o ligeiro ascendente em pontos – Domingos Cabral falhou duas penalidades -, e o único momento do jogo em que a Geórgia levou sempre vantagem (formações-ordenadas), acabou por penalizar os “lobos”.

Aos 25’, David Wallis viu um cartão amarelo e, aproveitando a superioridade numérica de 10 minutos, a Geórgia fez o primeiro ensaio após um alinhamento. Mesmo com menos um, Portugal reduziu (penalidade de Vareiro), mas, em cima do intervalo, após novo amarelo para um português (Luís Lopes), os georgianos fizeram o segundo ensaio e foram para o intervalo a vencer, por 12-3.

Forçado a jogar os primeiros nove minutos do segundo-tempo com menos um, os “lobos” regressaram dos balneários sem medo. Com o domínio territorial, Portugal reduziu para 12-9 após dois remates certeiros de Vareiro na conversão de penalidades, mas, no melhor momento português, a Geórgia regressou à área de 22 metros lusa e, usando a sua principal arma (maul), fez novo ensaio.

A perder por 8 pontos (17-9) a 14 minutos do fim, Portugal precisava de pontuar por duas vezes. E foi isso que fez. Aos 71’, Vareiro converteu a quarta penalidade (17-12) e, dois minutos depois, um passe longo de Camanho colocou a bola nas mãos de Vincent Pinto que, na ponta, fez o ensaio. Na conversão, Vareiro voltou a não tremer e colocou Portugal pela primeira vez na frente: 19-17.

Depois, foram sete minutos de pressão da Geórgia, mas com a disciplina e a entrega que mostraram ao longo de todo o REC 2026, os “lobos” não deixaram fugir a oportunidade de, 22 anos depois, conquistarem o Rugby Europe Championship.

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