Um tribunal norte-americano considerou ilegal o desmantelamento da Agência dos Estados Unidos para os Meios Globais (USAGM, na sigla inglesa) e ordenou o regresso ao trabalho de mais de 1000 funcionários, entre os quais muitos jornalistas das rádios Voz da América, Europa Livre e outras.
A decisão de acabar com a USAGM foi tomada há exactamente um ano, pouco depois de Donald Trump ter regressado à Casa Branca, alegando que as rádios custavam demasiado, não eram ouvidas e faziam jornalismo parcial. Durante décadas, estes órgãos de comunicação social foram considerados ferramentas do soft power americano e uma fonte de informação livre em países com censura.
O juiz Royce Lamberth deliberou que o encerramento da agência violou a lei federal norte-americana e criticou a Administração por ter omitido informação considerada essencial ao tribunal.
A decisão nasceu de duas queixas apresentadas ainda no ano passado, uma pelo então director da Voz da América, Michael Abramowitz, e outra por um grupo de funcionários afectados. “Estamos ansiosos para começar a reparar os danos que Kari Lake impôs à nossa agência e aos nossos colegas, para regressar à nossa missão definida pelo Congresso e para reconstruir a confiança da nossa audiência global, que nos vimos impedidos de servir no último ano”, escreveu este grupo, em comunicado citado pelo The Washington Post.
Kari Lake foi nomeada conselheira especial da USAGM, no ano passado, por Donald Trump, e supervisionou o desmantelamento da agência, que previa uma redução da força de trabalho para 68 funcionários, em vez dos mais de mil que tinha anteriormente. Lake, apoiante de longa data do Presidente, subscritora da tese falsa de que a eleição presidencial de 2020 foi fraudulenta, foi candidata aos cargos de senadora e de governadora do Arizona, antes de ir trabalhar para a Administração.
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