Agência da ONU estima em 143 número de mortos em ataque do Paquistão contra Cabul

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A Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão estimou em 143 o número de mortos no bombardeamento de um centro de reabilitação de toxicodependentes em Cabul pelo Paquistão, informou uma fonte oficial à Reuters na quarta-feira.

O Governo taliban afegão tinha afirmado que 408 pessoas tinham morrido e 265 ficado feridas no ataque aéreo na noite de segunda-feira.

O Paquistão rejeitou a alegação de que o alvo teria sido um centro de reabilitação de toxicodependentes, afirmando que “visou instalações militares e infra-estruturas de apoio ao terrorismo”.

O porta-voz adjunto do Governo taliban, Hamdullah Fitrat, informou, na terça-feira, que o Hospital de Tratamento de Dependência de Omar, na capital do país, com capacidade para albergar dois mil pacientes, fora atingido por um ataque aéreo às 21h locais de segunda-feira (menos quatro horas e meia em Lisboa), destacando que grande parte do edifício tinha ficado destruído.

O porta-voz do Ministério do Interior, Abdul Mateen Qanie, citado pela Reuters, especificou que 408 pessoas morreram e 265 ficaram feridas na sequência da investida.

Várias testemunhas, citadas pelo jornal britânico The Guardian, descreveram o ambiente de destruição e morte no local. “Estava tudo a arder, as pessoas estavam a arder”, contou Haji Fahim, condutor de ambulância. Yousaf Rahim, que sobreviveu, apesar dos ferimentos, relatou que “dezenas morreram instantaneamente e os feridos graves imploravam por ajuda”. “Eu não sabia o que fazer, passei por cima de corpos e consegui escapar para o exterior”, acrescentou.

“Mentiras constantes” foi a maneira como o porta-voz do primeiro-ministro do Paquistão, Mosharraf Zaidi, caracterizou as acusações afegãs relativas ao ataque ao hospital. Segundo a Reuters, reforçou ainda que as “operações antiterroristas” do Paquistão continuariam enquanto fosse necessário para eliminar “os terroristas e as suas infra-estruturas”.

O conflito entre os dois países escalou no final do mês passado, com o bombardeamento de vários alvos do regime taliban nas principais cidades do Afeganistão, tendo o ministro da Defesa do Paquistão classificado o confronto como uma “guerra aberta”.

A 22 de Fevereiro, o Paquistão lançou ataques aéreos contra alvos militares no Afeganistão, seguidos de várias ofensivas contra as principais cidades do país. Estes ataques directos foram precedidos de intensos combates ao longo da fronteira entre os dois países, a chamada linha Durand, que nunca foi aceite pelo Afeganistão como fronteira legítima. Entre combates fronteiriços e ataques directos, contam-se já várias centenas de mortos e feridos.

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