Evento une educação e arte para combater o racismo em Portugal

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Neste sábado, 21 de março, Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, o Grupo EducAR promove uma série de eventos na Casa Capitão, em Lisboa, com uma programação para todas as idades. Segundo Danilo Cardoso, presidente da Associação Educar, o Projeto Ocup_AR será um espaço vivo, “de troca e aprendizado, para pensarmos e agirmos em defesa dos direitos humanos por meio da arte e da educação”. O evento é gratuito.

Cardoso acrescenta: “A ideia é transformar a Casa Capitão também em um ponto de encontro, de escuta e criação de memórias, através de atividades direcionadas às escolas, famílias e ao bairro do Beato”. A programação vai das 10h30 da manhã às 15h e inclui a exposição Inventários Inventariantes, de Joni Riccos, e uma entrevista com Lena Martins, criadora da boneca abayomi.

O Projeto Ocup_AR, no entanto, é apenas uma vertente do trabalho que vem sendo feito pelo Grupo EducAR no sentido de combater o racismo: há uma atuação forte junto às escolas portuguesas. “O nosso trabalho consiste em ir às escolas, discutir esse tema com os professores e desconstruir o discurso preconceituoso disseminado pela extrema-direita”, assinala Cardoso. “A conscientização se dá, sobretudo, por meio da arte e da educação”, complementa.

Crimes de ódio

O Grupo EducAR foi criado há oito anos sem qualquer apoio oficial. Surgiu de um coletivo de estudiosos e acadêmicos — boa parte, de brasileiros — para enfrentar o racismo em Portugal. A formalização do grupo, como associação reconhecida pelo poder público, ocorreu há um ano, para que possa receber fundos voltados ao combate à discriminação racial.

Como mostrou o PÚBLICO, em 2025, foram abertos, em Portugal, 311 inquéritos envolvendo crimes de ódio racial, um aumento de quase 40% ante os 228 do ano anterior. Contudo, dos 311 inquéritos, até agora, apenas sete são passíveis de irem a julgamento se não forem arquivados durante o período de instrução. Em 2024, dos 228 inquéritos, cinco seguiram adiante, mas sem conclusão.

Em fevereiro deste ano, o Ministério Público denunciou o luso-brasileiro Bruno Silva, 30 anos, por seis crimes, entre eles, o de discriminação e incitação ao ódio racial. Ele chegou a ficar preso preventivamente, mas responderá aos processos em liberdade.

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