Gestor de restaurante de luxo no Algarve desaparecido, PJ deteve suspeito de rapto

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A Polícia Judiciária (PJ) deteve, nesta sexta-feira, um homem de 39 anos suspeito de roubo e rapto de outro homem, de 50 anos, desaparecido e “incomunicável” desde sexta-feira passada em Faro, no Algarve. O homem desaparecido foi, entretanto, identificado como Ricardo Claro, sócio e director de recursos humanos de um restaurante situado no empreendimento turístico Vale do Lobo, em Almancil, no distrito de Faro.

O detido, que terá tido um relacionamento amoroso com a vítima, foi presente, ainda na sexta-feira, às autoridades judiciárias para primeiro interrogatório, tendo negado a autoria do rapto, mas admitido ter dado informações a outros dois homens, noticiou a SIC Notícias. Ao juiz, o suspeito terá confirmado que, a troco de um carro, forneceu dados para que pudesse ser delineado e executado um plano de sequestro e extorsão.

Segundo um comunicado da PJ, os elementos apurados permitem, “para já, concluir que terá sido delineado um plano criminoso que visava a “privação da liberdade da vítima”, para se apropriar de objectos de valor que esta transportasse ou a que fosse possível aceder.

Familiares de Ricardo Claro publicaram nas redes sociais um apelo após o desaparecimento do gestor
DR

A investigação foi desencadeada através da Directoria do Sul, após os factos terem sido comunicados pela Polícia de Segurança Pública, lê-se na nota. A PJ acrescenta que decorrem diligências de carácter técnico e operacional na região do sotavento (Este) algarvio para localizar a vítima, que continua “com paradeiro desconhecido”.

Ricardo Claro, formado em Direito, trabalhou cerca de dez anos no jornal Postal do Algarve, editado em Tavira. O director do periódico, Henrique Dias, descreve o antigo colaborador como “um profissional muito inteligente, rápido na escrita e com uma memória e capacidade muito acima da média”. Durante o percurso profissional na imprensa, Ricardo Claro, jurista, distinguiu-se pelo “empenho profissional”. De início, desempenhou as funções de director comercial. Depois ingressou na carreira do jornalismo, “tendo desempenhado as funções de editor”.

O ex-jornalista, descreve Henrique Dias “gostava muito ajudar as pessoas”. De resto, acrescenta, quando exerceu advocacia, “evidenciou essas qualidades, pelos menos num caso que tive conhecimento”. No jornal, as peças que assinou, sobretudo reportagens, revelavam uma “grande criatividade e recebiam muitos elogios dos leitores”.

A investigação prossegue, sob direcção do Departamento de Investigação e Acção Penal de Faro. Com Lusa

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