Marcha pela Vida em Lisboa atingida por objecto incendiário

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A Marcha pela Vida, realizada este sábado à tarde no centro de Lisboa, terminou com um incidente, sem feridos, em que uma pessoa atirou um objecto incendiário para o meio dos participantes.

“No final da Marcha pela Vida de hoje, em Lisboa, um indivíduo atirou um objecto incendiário na direcção de mulheres, crianças e bebés presentes no encerramento junto à Assembleia da República”, denunciou a organização, referindo a participação de 4000 pessoas na capital.

Um dos coordenadores disse à agência Lusa que a organização foi surpreendida por este incidente, não tendo recebido qualquer mensagem que denotasse ameaças.

“Felizmente o pavio encharcou e a garrafa caiu sem chegar a incendiar-se”, tendo caído perto do palco, descreveu Nuno Marques Afonso, adiantando que ninguém ficou ferido, mas muitas pessoas ficaram molhadas com o líquido incendiário.

O agressor foi de imediato detido no local pela PSP, cuja actuação a organização elogiou pela “rápida intervenção”.

O Patriarca de Lisboa condenou entretanto o incidente. Referindo que ocorreu num contexto onde se encontravam famílias e crianças, Rui Valério diz que “tais acontecimentos são gravemente inaceitáveis”.

“A violência nunca é caminho. Não constrói, não dignifica, não serve a verdade. E torna-se ainda mais dolorosa quando ameaça os mais frágeis”, expressou.

“Os factos estão ainda a ser apurados, mas o que é relatado interpela profundamente a nossa consciência”, refere, em comunicado, apelando a cidadãos, instituições e autoridades para que se preserve e promova um clima de respeito, liberdade e responsabilidade.

A Marcha pela Vida, realizada em Lisboa no quadro da Caminhada pela Vida, que teve lugar em 12 cidades do país, “é uma iniciativa pacífica, apartidária e aconfessional”, segundo os organizadores, que “condenam veementemente este acto de violência”.

Em Lisboa, onde a marcha começou no Largo do Carmo e seguiu até ao Palácio de São Bento, viram-se cartazes de “Não ao aborto. Sim à vida” e “Ninguém é descartável”.

Com o slogan “O povo pró-vida sai à rua”, a iniciativa teve também a adesão de centenas de pessoas em Braga, com os participantes a manifestarem-se “pela vida desde o momento da concepção até à morte natural e pelas famílias”.

Em Faro, imagens partilhadas nas redes sociais mostram grupos de pessoas com cartazes com o apelo à solidariedade na natalidade e nos cuidados paliativos.

“Todas as vidas são preciosas” e “escolhe a vida” foram outras frases usadas em Lagos e Setúbal.

“Queremos um futuro onde o valor de cada pessoa é celebrado, do início ao fim. A tua dedicação pode transformar vidas e fortalecer a defesa da vida humana”, dizem os organizadores.

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