Trump ameaça “obliterar” centrais energéticas iranianas se Estreito de Ormuz não for reaberto

0
4

O Presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou “obliterar” as centrais energéticas do Irão caso a passagem pelo Estreito de Ormuz não fosse reaberta até segunda-feira. Teerão avisou que irá aumentar significativamente os ataques contra os países do Golfo Pérsico se Washington atacar as suas centrais.

Depois de ter mostrado alguma disponibilidade para reduzir a escala dos ataques contra o Irão, Trump impôs no sábado à noite um ultimato de 48 horas para que o Irão reabrisse a navegação no Estreito de Ormuz, ameaçando atacar as infra-estruturas energéticas em todo o país.

“Se o Irão não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exacto momento, os Estados Unidos da América vão atacar e obliterar as suas várias CENTRAIS ENERGÉTICAS, COMEÇANDO PELA MAIOR!”, escreveu Trump na rede Truth Social, a poucos minutos da meia-noite de sábado (fuso horário de Portugal continental).

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, sublinhou que a proibição de passagem pelo estreito inclui apenas navios de países “inimigos”, ou seja, aqueles que estão envolvidos ou apoiam os ataques contra o Irão.

Há quase três semanas que o Estreito de Ormuz está efectivamente fechado à navegação, pondo em causa uma rota por onde passa cerca de um quinto do fornecimento global de petróleo e gás natural liquefeito. O conflito tem causado subidas a pique nos preços da energia, criando o mais grave choque energético desde os anos 1970.

O ultimato imposto por Trump contrasta com as suas declarações anteriores, nas quais o Presidente norte-americano declarava que os objectivos dos EUA estavam perto de ser atingidos e admitia uma redução da escala dos ataques contra o Irão.

A possibilidade de uma nova escalada poderá ter um impacto ainda maior na economia global. “A ameaça do Presidente Trump pôs agora uma bomba-relógio de 48 horas que elevou a incerteza sobre os mercados”, disse à Reuters o analista de mercados Tony Sycamore. “Se o ultimato não for retirado, provavelmente iremos ver uma Segunda-Feira Negra com a reabertura dos mercados accionistas globais em queda livre e os preços do petróleo com aumentos significativamente maiores”, acrescentou.

Não seria a primeira vez que Trump recuava em relação a ultimatos impostos a outros países, mas o Irão já prometeu que irá responder a um eventual ataque contra as suas centrais energéticas.

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, avisou este domingo que as infra-estruturas críticas e as instalações energéticas nos países da região aliados dos EUA vão ficar “irreversivelmente destruídas” na nova vaga de ataques iranianos, caso Washington ataque as suas centrais. Numa publicação na rede X, Qalibaf disse que, nesse cenário, as infra-estruturas regionais passam a ser considerados “alvos legítimos” e “o preço do petróleo irá manter-se elevado durante muito tempo”.

O ultimato de Trump aconteceu após um dos dias mais intensos de ataques iranianos contra Israel. Mísseis iranianos que conseguiram atravessar as defesas antiaéreas israelitas atingiram a cidade de Arad, deixando mais de 80 feridos, e outros 33 perto de Dimona, onde está localizada uma instalação nuclear.

Horas antes, o Irão tinha lançado dois mísseis na direcção da base militar dos EUA de Diego Garcia, no Oceano Índico, a mais de três mil quilómetros de distância.

Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com