O partido do actual primeiro-ministro esloveno, Robert Golob, foi o mais votado nas eleições legislativas deste domingo, de acordo com as primeiras projecções citadas pela Reuters. No entanto, o Partido Democrático Esloveno (SDS, na sigla original), do antigo primeiro-ministro Janez Jansa ficou muito próximo e não é claro se o actual governo de centro-esquerda terá condições para reeditar a coligação governamental.
O Movimento Liberdade de Golob alcançou 29,9% dos votos, equivalente a 30 lugares no Parlamento, segundo as projecções televisivas divulgadas assim que as urnas fecharam, seguido pelo SDS, que com 27,5% deverá alcançar 27 assentos. O resultado dos partidos mais pequenos à esquerda e à direita será fundamental para se perceber qual dos dois partidos terá mais hipóteses de formar governo.
Durante várias semanas, o SDS liderou as sondagens, mas a revelação de um escândalo que envolve acusações de conluio com países estrangeiros terá enfraquecido a campanha de Jansa. Apesar da vitória, o Movimento Liberdade ficou muito aquém dos 40 deputados eleitos nas últimas eleições legislativas e terá de negociar um acordo governamental.
“Quem deseja mudança terá provavelmente de esperar pelos resultados finais, tal como nós, e depois iremos analisar a situação”, afirmou Jansa, assim que as projecções foram divulgadas.
As eleições deste domingo eram encaradas como cruciais para o futuro da Eslovénia. Os eleitores tiveram de decidir entre a manutenção do voto de confiança dado há quatro anos ao centro-esquerda de Golob e o regresso ao populismo de Jansa, que já chefiou o executivo em três ocasiões nas últimas três décadas.
Golob tem defendido o histórico do seu primeiro mandato, apesar da percepção generalizada pelos eleitores de uma degradação dos serviços públicos, sobretudo no sector da saúde. Já Jansa fez uma campanha na qual apelou a uma defesa dos valores tradicionais e deixou antever uma política de maior confronto com Bruxelas.
A possibilidade de um regresso de Jansa gerou alguma preocupação com a solidez da democracia eslovena – da última vez que esteve à frente do Governo, Jansa pôs em causa a independência dos media públicos e tentou subjugar algumas instituições estatais.
O interesse nas eleições eslovenas ultrapassa as fronteiras do pequeno país alpino. Um regresso de Jansa à chefia do Governo irá deixar a Eslovénia mais próxima de países como a Hungria, Eslováquia e República Checa, que têm bloqueado várias decisões no seio da União Europeia. No entanto, não se espera que haja uma alteração da política de Ljubljana em relação à guerra na Ucrânia, dado o forte apoio que tanto Jansa como Golob têm dado a Kiev.
A campanha para estas legislativas ficou marcada pelo aparecimento de um escândalo de grandes proporções com a divulgação de contactos entre a campanha de Jansa e a empresa israelita Black Cube, com o objectivo de criar a percepção de que o Governo de Golob seria corrupto.
Jansa negou o envolvimento com a empresa fundada por antigos elementos dos serviços secretos israelitas, mas o primeiro-ministro acusou o SDS de ter entrado em conluio com agentes estrangeiros para manipular a opinião pública eslovena.
Disclaimer : This story is auto aggregated by a computer programme and has not been created or edited by DOWNTHENEWS. Publisher: feeds.feedburner.com



