O homem de 39 anos que terá atirado, no sábado passado, um engenho incendiário sobre os manifestantes da Marcha pela Vida, em Lisboa, foi libertado esta segunda-feira, ficando obrigado a apresentar-se diariamente às autoridades. A decisão foi tomada por um juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal.
“Depois de presente junto à autoridade judiciária competente, foi determinada a medida de coacção de apresentações diárias e proibição de frequentar o local da prática dos factos”, adiantou ao PÚBLICO a PSP, a polícia que deteve o suspeito. O Tribunal da Comarca de Lisboa adiantou que o arguido “foi indiciado de detenção de arma proibida e ficou com obrigação de apresentação diária e proibição de frequentar a Rua Correia Garção”, onde se deu o ataque.
Tudo aconteceu no sábado antes das 18h já no final da marcha, junto à Assembleia da República, onde estariam cerca de 500 pessoas. Segundo o relato da PSP, o suspeito aproximou-se da zona onde se encontravam os manifestantes, incluindo crianças e bebés, e atirou um engenho incendiário improvisado do tipo cocktail molotov, na direcção dos presentes.
O engenho acabou por embater no solo junto de um grupo de manifestantes, mas não deflagrou no momento do impacto, o que, realça a PSP num comunicado divulgado este domingo, “evitou consequências potencialmente mais gravosas, embora tenha gerado um clima de alarme e perturbação no local”.
Algumas pessoas foram atingidas por um líquido inflamável, que cheirava a gasolina e que ficou impregnado na roupa de alguns manifestantes. A PSP precisou que apreendeu o engenho incendiário, constituído por uma garrafa de vidro, que continha um líquido inflamável e material têxtil.
O suspeito, que fará parte de um grupo alegadamente de conotação anarquista, foi detido no local, tendo outros elementos fugido. A PSP identificou mais tarde num outro local três outras pessoas que estarão ligadas ao incidente.
A Marcha pela Vida foi realizada no quadro da Caminhada pela Vida, teve lugar em 12 cidades do país e juntou centenas de pessoas em protesto contra a interrupção voluntária da gravidez e a morte medicamente assistida.
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