De volta ao vulcão: Terceira reabre Algar do Carvão, mas ainda sem Centro de Visitantes

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O Algar do Carvão, na ilha Terceira, está novamente aberto a visitas, depois de ter fechado em Outubro de 2024 para a construção de um Centro de Visitantes. Até ao final de Março, o interior da chaminé vulcânica abre durante quatro dias por semana entre as 14h30 e as 17h. A partir de Abril, a abertura passa a ser diária, mas as novas instalações ainda não estão concluídas, confirmou a Associação Os Montanheiros, que gere a gruta, à Fugas.

Ou seja, neste momento, até 31 de Março, apenas é possível visitar a gruta às terças-feiras, quartas, sextas e sábados. Os bilhetes são comprados à chegada e mantém-se o preço de dez euros.

Nesta fase, não estão disponíveis as habituais entradas combinadas que juntam o Algar do Carvão e a Gruta do Natal, que são túneis de lava também na mesma zona central da ilha, a 12 quilómetros a Norte de Angra do Heroísmo.

“A actual bilheteira do Algar do Carvão é um espaço improvisado”, avisa a associação no site oficial, lembrando aos visitantes que não há bar, loja, instalações sanitárias e zonas de abrigo ou descanso — tudo o que fará parte do novo Centro de Visitantes, que inclui também uma componente de interpretação.

O cone vulcânico do Algar do Carvão
Nuno Ferreira Santos

Mais se faz saber que o Algar do Carvão poderá encerrar temporariamente por “curtos ou longos períodos”, “sem aviso prévio”, em virtude das obras que continuam a decorrer.

Os Montanheiros não avançam quando está prevista a abertura completa, ainda que confirmem à Fugas que o prazo para a conclusão da intervenção, dado pela empresa de construção, é “final de Junho”.

Conselhos para visitar

Por agora, depois de adquirido o bilhete, o visitante deve seguir o percurso indicado na recepção, que contorna a zona das obras, até ao túnel que dá acesso à gruta. Para chegar ao patamar principal, aquele que possibilita a contemplação do cone vulcânico (imagem postal do Algar do Carvão), é preciso percorrer dois túneis e descer 114 degraus.

O Algar do Carvão é um “sitio de interesse geológico” e parte do Geoparque dos Açores
Nuno Ferreira Santos

A cratera de 15 por 20 metros tem ainda mais 338 degraus ao longo de 90 metros até atingir a lagoa “de águas límpidas”, alimentada por infiltrações pluviais e pequenas nascentes imersas, que pode atingir uma superfície de 400 metros quadrados e uma profundidade máxima de 15 metros, informam Os Montanheiros.

Como a humidade relativa do ar dentro do cone vulcânico é muito elevada (acima de 90%, detalham), há gotejamento constante, o que pode tornar o piso escorregadio. Assim, aconselha-se que leve calçado e vestuário apropriado, como sapatilhas ou botas de caminhas e um casaco impermeável — habitualmente também é frio na gruta.

O Algar do Carvão, que é consequência da erupção do Pico Alto, foi visitado pela primeira vez em 1893 por Cândido Corvelo e José Luís Sequeira, que desceram com a utilização de uma corda. Mas as primeiras descidas organizadas só datam de 1963, quando foi fundada a associação Os Montanheiros. Naquela altura, descia-se pela “boca do algar” e podia demorar um dia interior a descer a subir entre seis a oito pessoas.

Nuno Ferreira Santos

O vulcão atraia cada vez mais curiosos, motivo por que Os Montanheiros rasgaram um túnel de 44 metros em 1966. A estrutura como hoje a conhecemos é de 2003.

Considerado um “sitio de interesse geológico” e parte do Geoparque dos Açores, o Algar do Carvão chegou a ser finalista do concurso “7 Maravilhas Naturais de Portugal”, mas não venceu.

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